PEC da Blindagem — Setembro de 2025

Em 16 de setembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem com 324 votos favoráveis — incluindo a grande maioria dos deputados bolsonaristas. O único parlamentar de direita a votar contra e a discursar no plenário contra a medida foi Kim Kataguiri.

O que é a PEC

A PEC condiciona a prisão de qualquer deputado federal à autorização da própria Câmara, em voto secreto. Também protege o patrimônio dos parlamentares de ações cíveis.

Renan resume o efeito prático: deputies que cometem crimes poderão se candidatar, tomar posse, vestir o terno e só serão investigados se os próprios colegas — em votação secreta — permitirem. “Nenhuma câmara vai votar abertamente para punir um colega.”

“Ladrão unido jamais será vencido.”

Renan identifica o texto como um passe livre para roubar sem precedentes na história do Brasil.

O argumento de Nikolas — e a refutação

Nikolas Ferreira defendeu a PEC argumentando que o STF estaria “chantageando” deputados com ameaças de prisão política. Renan rejeita a lógica: mesmo que o STF tenha problemas, a solução não é blindar todos os corruptos do Congresso:

“Isso não é reagir a abusos do Supremo Tribunal Federal. Isso é criar um abuso do próprio parlamento para brindar corrupção.”

O pacto bolsonarismo-centrão

Para Renan, o voto bolsonarista a favor da PEC foi parte de um acordo explícito: ao apoiar a blindagem dos corruptos do centrão, os bolsonaristas esperavam receber, em troca, os votos do centrão para a anistia dos presos nos atos de 8 de janeiro.

“A gente entregou pro centrão a maior chance de roubar sem nenhuma chance de ser pego na história do Brasil. Em troca, vamos ganhar talvez uma votação de uma anistia.”

Renan classifica o cálculo como uma troca profundamente desvantajosa para a direita e para o Brasil.

Kim Kataguiri: o único voto contra

Kim Kataguiri foi o único deputado de direita a discursar no plenário e a votar contra a PEC. Em seu discurso, apontou que a medida abriria espaço para o crime organizado disputar mandatos e usar o cargo parlamentar como escudo contra investigações.

Renan usa o contraste entre Kim e Nikolas como exemplo da diferença entre um político com princípios e um “tigre de papel”:

“Isso não é reagir a abusos do Supremo Tribunal Federal. Isso é criar um abuso do próprio parlamento para brindar corrupção.”

Kim perdeu votos bolsonaristas por ter votado contra — e para Renan isso é exatamente o tipo de coragem que distingue um político íntegro dos demais.

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