Eu sou a pessoa mais odiada no Acre!

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Vídeo em que Renan apresenta os indicadores críticos do Acre para defender sua proposta de converter o estado em território federal administrado por interventor — e repercute a reação furiosa do senador Petecão à ideia.

Os dados do Acre

Renan apresenta uma série de números:

  • 884.000 habitantes — população que não chega a 900 mil.
  • Apesar disso, conta com oito deputados federais e três senadores — representação desproporcional em relação à população.
  • Apenas 40% da população acima de 16 anos está ocupada, totalizando cerca de 350.000 trabalhadores. Para comparação: só a cidade de Campinas tem 500.000 trabalhadores, sem nenhum senador.
  • Quase 80% das cidades dependem de repasses estaduais e federais.
  • O Acre é o estado brasileiro que menos investe em saneamento básico em toda a federação.
  • O fornecimento de água na capital Rio Branco caiu de 53% para 52% de cobertura.
  • A cobertura de esgoto em Rio Branco caiu de 21% para 19%.
  • O Acre envia R$ 800 milhões em tributos para a federação e recebe de volta R$ 5,6 bilhões.

“Faz sentido você de outros estados mandar dinheiro para um político no Acre e fazer com que a população tenha menos água e menos saneamento? É óbvio que não.”

A reação do senador Petecão

O senador Petecão, irritado com a proposta, afirmou publicamente: “Vou chamar esse cara de filho de uma égua. Totalmente desinformado. Nós temos uma história maravilhosa.” Renan reproduz o trecho e responde que o Acre estaria melhor com um interventor focado em indicadores do que com “uma classe política que é um absoluto lixo.”

A proposta: Acre como território federal

Renan defende transformar o Acre novamente em território federal (foi estado desde 1962), administrado por um interventor federal indicado por ele: “Eu vou trazer as melhores pessoas dos melhores estados do Brasil para administrar o seu estado como um território, tratando vocês como gente e não tratando os políticos como reis.”

Promete que, sob esse modelo, o saneamento melhoraria, a ocupação aumentaria e a qualidade de vida das cidades cresceria — “e os políticos não vão existir.”

Fontes