Por que Pará ama os Barbalhos

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Renan traça a genealogia da família Barbalho desde o período colonial até o governador atual, Hélder Barbalho, e usa o caso para questionar por que o Pará mantém uma das piores famílias do Brasil no poder há mais de um século.

A árvore genealógica colonial

Renan traça a origem da família até Jean Fontenelli, francês que veio governar minas no Ceará colonial por amizade com o homem mais rico do Nordeste. A linhagem segue com João Martiniano Fontenelli — identificado por Renan como tendo “matado a esposa”, deixado herança de escravos e sido político e juiz simultaneamente. Sua neta Joanelli Fontenelli se casou com Laércio Barbalho, deputado paraense descrito como “coronel envolvido em todo tipo de escândalo.”

A era Jader Barbalho

Jader Barbalho é apresentado como o pico da família: governador do Pará, ministro, senador, reeleito “com o nome mais sujo do que pau de galinheiro.” Renan menciona um documentário internacional que expôs como Jader usava um criadouro de rãs no Pará para desviar dinheiro e comprar políticos.

Hélder Barbalho e o ciclo que não termina

Hélder Barbalho (filho de Jader), governador atual, é descrito como “envolvido em inúmeros escândalos de corrupção” com “altíssima aprovação popular.” A linhagem já produziu a próxima geração: Élder Filho, 18 anos, conselheiro do clube de futebol Remo, presidente da juventude do MDB — que dá “palestras no Expo Favela” enquanto sua família controla Belém, onde mais de 50% da população vive em favelas.

O Pará sob os Barbalhos: os dados

Segundo Renan, mais de um século de domínio da família produziu:

  • 3º pior estado do Brasil no ranking do IDEB (educação).
  • 6º pior em renda per capita.
  • 5º pior em IDH.
  • Segurança pública: “um desastre.”
  • 2º estado mais beneficiado pelo pacto federativo — recebe muito mais do que envia à federação. “Os outros estados do Brasil pagam a conta dos Barbalhos.”

O Pará também figura entre os estados que mais exportam população, gerando “conflitos em lugares como Santa Catarina.”

A proposta

Renan anuncia: condicionar o envio de recursos federais ao Pará à melhoria clara da vida das pessoas, e colocar interventor se necessário. “Não dá para o Brasil sustentar essa mesma família de bandidos por mais de um século.”

Fontes