Por que a Geração Z está com o Partido Missão
Renan responde a bolsonaristas mais velhos que criticam jovens por apoiá-lo, explica o posicionamento da Geração Z e traça a ruptura geracional na política brasileira.
As pesquisas
Renan afirma estar em segundo lugar nas pesquisas entre os mais jovens e, quando isolados os homens jovens, já está em primeiro. Isso teria gerado irritação tanto na esquerda — que se acredita dona do eleitorado jovem — quanto em bolsonaristas mais velhos, que atacaram os jovens nos comentários chamando-os de “idiotas.”
A ruptura geracional
Segundo Renan, os bolsonaristas mais velhos estão “presos na dicotomia do período da ditadura” — a briga entre uma esquerda que quer golpe comunista e uma direita pró-militares, linha que se estende dos anos 1980 ao bolsonarismo atual.
A Geração Z não tem esse histórico. Segundo Renan:
- “A geração mais nova já começou de direita” — não passou pela fase de votar 13 ou de simpatizar com a esquerda.
- As gerações Z e Millennial são muito mais à direita que as de seus pais e avós, que são “bem mais à esquerda.”
- Jovens querem: bandido preso ou morto, fim das favelas, fim da cultura do funk, poder trabalhar e ganhar dinheiro, poder comprar casa e carro.
A crítica à família Bolsonaro
Renan defende que os jovens não veem no Flávio Bolsonaro uma resposta para seus problemas: “A família Bolsonaro já teve a chance dela e chegaram no poder e não fizeram absolutamente nada de útil. Na prática, destruíram a Operação Lava-Jato e devolveram o Lula ao poder.”
Endereça diretamente o eleitor bolsonarista mais velho: admite que ele possa ter dificuldade em aceitar ter sido enganado por um político, mas pede generosidade — os filhos e netos não passaram pelo mesmo processo de ilusão, “estão mais sábios mais cedo.”