O Brasil precisa de mais Zicos

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Renan usa imagens de Zico jogando num rachão — tropeçando pela idade — como ponto de partida para uma reflexão sobre a ausência de figuras públicas exemplares no Brasil de hoje.

Zico como modelo

Renan destaca qualidades de Zico que transcendem o futebol: chegava primeiro ao treino, saía por último; não fazia jogo quando era um dos dois melhores jogadores do mundo ao lado de Maradona; nunca deu “exemplo ruim” ou declaração polêmica; levou sua excelência à Turquia e ao Japão. É visto como “bom pai, bom companheiro de trabalho, bom profissional, bom amigo.”

“Zico é como se fosse o último de uma geração de homens que está deixando de existir no Brasil: os homens exemplo.”

O problema das referências atuais

Renan aponta as figuras mais populares para as gerações mais novas: Neymar, Pose do Rodo, Oruam, Virgínia. Classifica essas referências como tendo um “efeito muito deletério” sobre os jovens — substituindo a disciplina, o trabalho duro e o respeito próprio pela exposição da vida social e sexual como marca de status.

A ligação com a ausência paterna

O texto conecta o problema das referências ruins à desestruturação familiar: “Vivemos num país de famílias destruídas. Casais se formam sem muita responsabilidade, dando origem a meninos que não têm a figura paterna próxima. Esses meninos vão procurar referência em músicos e esportistas que, em geral, não são grandes seres humanos.”

Proposta

“Se eu for presidente da República, vou não apenas me inspirar no Zico, mas vou trabalhar muito para que o Brasil seja um país que forme homens, jovens e velhos, tal qual o Galinho de Quintino.”

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