Precisamos Federalizar o Caso do Cão Orelha
Renan defende a federalização do caso do cão Orelha, retirando-o da competência da justiça de Santa Catarina e entregando à Polícia Federal. O argumento central: há indícios de que o assassinato ocorreu no contexto de um jogo de sadismo organizado no Discord, com membros espalhados por vários estados do Brasil — o que o tornaria, por definição, um caso federal.
Suspeita de jogo organizado no Discord
A suspeita de que havia um jogo de crueldade contra animais transmitido ao vivo no Discord já estava circulando. Renan diz que a plataforma “é muito útil para muita gente”, mas reconhece que grupos esquisitos operam ali. Outros casos de linchamentos e torturas de animais, realizados por rapazes em grupos distribuídos por diferentes estados, reforçariam a tese de federalização.
Irregularidades no andamento do caso
Um dos jovens supostamente envolvidos havia sido “não citado de pronto do caso” sem justificativa convincente. Renan sugere que a pressão das famílias sobre testemunhas, a influência sobre o empresariado, a polícia e o judiciário de Santa Catarina são razões adicionais para tirar o caso da alçada estadual.
“O clamor pela federalização vem muito por conta da pressão exercida pelos parentes dos rapazes contra testemunhas do caso e também da influência que a família deles tem sobre diversos setores da política, do empresariado e, infelizmente, da polícia e da justiça de Santa Catarina.”
Dimensão simbólica
Renan afirma que o cão Orelha “é mais do que um cachorro — ele é uma forma de unir os brasileiros na luta contra impunidade”. Usa o episódio para retomar a defesa da redução da maioridade penal: “voltamos a falar em redução da maioridade penal, que é importante para todos os casos”.