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Renan dirige-se diretamente ao eleitorado bolsonarista para denunciar o que chama de “bolsopetismo”: acordos entre o PL e o PT que beneficiam as duas cúpulas enquanto jogam as esperanças dos eleitores no lixo.

A contradição do PL na dosimetria

No mesmo dia em que Flávio Bolsonaro e aliados convocaram manifestação pedindo para “derrubar o veto covarde de Lula sobre o projeto de dosimetria”, Valdemar da Costa Neto veio a público avisar que a votação da dosimetria no Congresso “não tem como fazer” em ano eleitoral. Renan usa as falas para demonstrar que a convocação foi retórica vazia.

O “teatro das tesouras”

O padrão descrito como bolsopetismo seria:

“A definição desse tipo de acordo que é bom pro PT e é bom pro STF e que pode talvez ser bom para você é o que eu chamo de bolsopetismo.”

Renan lista episódios históricos do mesmo padrão:

  • Indicação de Augusto Aras para a PGR
  • COAF retirado de Sérgio Moro
  • Votação pela PEC da Blindagem
  • Votação pelo afrouxamento da improbidade administrativa
  • Colocação do Mercadante no BNDES, liberando R$ 20 bilhões em propaganda
  • Alianças PT-PL em diversos estados

Valdemar da Costa Neto como símbolo

Renan lembra que Valdemar foi preso duas vezes nos escândalos do Mensalão e do Petrolão, que envolvem os mesmos personagens do PT. Cita a fala de um bolsonarista no palco da manifestação: “Valdemar, nosso grande orgulho e agradecimento por tudo que você tem feito por nós da direita.”

“Não seria Valdemar e Zé Dirceu que viveram juntos dentro da cadeia, os dois responsáveis por esse novo teatro das tesouras?”

Conclusão

Renan não pede ao eleitor bolsonarista que o apoie, mas que cobre as lideranças: “Essas pessoas fazem vocês de otários por anos e é por isso que as manifestações de apoio a elas estão cada vez mais esvaziadas.”

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