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Renan Santos apresenta o caso de Barcelos (AM) como exemplo extremo do que chama de “mamata” — município que oferece R$ 1.000 por mês em benefícios empilhados sem exigir qualquer contrapartida de trabalho.

O caso de Barcelos

  • Auxílio Barcelos (municipal): ~R$ 200/mês
  • Auxílio estadual (Amazonas): soma-se ao municipal
  • Bolsa Família (federal): completa o montante

Total: aproximadamente R$ 1.000/mês sem trabalhar.

Barcelos tem 18.000 habitantes, dos quais apenas 600 trabalham. Desses, boa parte são funcionários públicos — portanto, quem efetivamente financia a cidade é ainda menos.

97% dos recursos de Barcelos vêm do governo estadual e federal.

Indicadores: quase nenhum saneamento básico, educação insuficiente, IDH 0,5 (classificado como muito baixo).

Crítica

Para Renan, o prefeito de Barcelos usa dinheiro “extraído” de trabalhadores de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Rio, Minas, Paraná e Pernambuco para distribuir renda à sua população sem criar atividade econômica — o que considera “uma falta de respeito” com o restante do Brasil produtivo.

Acrescenta que o Brasil já gasta cerca de R$ 50 bilhões por ano na manutenção da Zona Franca de Manaus, tornando o peso ainda maior quando somado a municípios como Barcelos.

Proposta

“No meu governo, Barcelos não pode ter um status de município. Ele precisa ter um interventor.”

O interventor teria como missão:

  1. Iniciar atividades econômicas próprias na cidade
  2. Criar políticas sociais melhores que as atuais (índices são “absolutamente assustadores”)
  3. Não distribuir renda sem contrapartida

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