VOU PERDER MINHA CANDIDATURA? (aporofobia)

Short provocado por um processo movido por uma ONG (descrita por ele como “Incrível ONG Favela”) — e Renan diz que a acusação é de aporofobia, por ele ter afirmado publicamente que “favela não tem que existir”, que “favela é uma porcaria” e que a propaganda da Nike que retrata o Brasil como um “favelão” era uma “favelagem”. A ONG, segundo ele, pede esclarecimento formal e, no raciocínio que lê na ação, quer vê-lo perder “direitos políticos” ou “ir preso”.

A posição explícita

Renan não recua e escala o argumento. “Sim, o arranjo social ‘favela’ é uma porcaria”. Detalhe o porquê: “morar numa favela, num lugar controlado pelo crime organizado, num lugar sem esgoto, é basicamente retirar daquelas pessoas a dignidade”.

Quem se beneficia da favela, segundo ele

Apresenta uma lista de cinco grupos:

  1. Traficante
  2. Miliciano
  3. Político do Centrão
  4. “ONGueiro picareta”
  5. Cantor de funk

Quem é prejudicado

  1. O próprio morador da favela.
  2. Quem não mora na favela.
  3. Pessoas que pagam a conta do gato feito nas favelas.
  4. Trabalhador que acorda cedo e não quer “baile funk na porta de casa”.
  5. Mata nativa, “sempre derrubada e destruída”.

A posição alternativa

O que ele diz defender:

  • Transformar favela em bairro — “não vai mais chamar favela”.
  • Dar título de propriedade.
  • Acabar com o crime organizado — “prender e matar as lideranças”.
  • “Não vai ter música exaltando isso”.

Crítica estrutural às ONGs

Renan caracteriza o financiamento externo a ONGs como “indústria da miséria” — “uma cafetinagem da miséria”. Classifica a ONG autora do processo como “promotora da favelagem, da favelização mental dos brasileiros” que precisa “ser combatida”.

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