O PT começou a atacar o Flávio Bolsonaro
Short que parte de uma notícia concreta — o PT atacando Flávio Bolsonaro por declarações feitas no CPAC sobre terras raras brasileiras (“Brazil is the solution to break-end China for critical mineral rare earth elements”) — e usa o episódio como gancho para o programa de política externa e soberania de Renan.
O diagnóstico simétrico
Renan começa lembrando que, antes de Flávio, o próprio Lula estava negociando terras raras com o governo americano. Conclui: “desde que começou essa treta das tarifas do governo americano, político de direita ou de esquerda fica por aí falando em como vão ajudar os Estados Unidos com as terras raras”. A crítica central é que nenhum dos dois lados coloca o Brasil como protagonista dos próprios recursos naturais — para eles, os minerais seriam apenas “ferramenta boa pros EUA ou eventualmente pra China”.
Leitura geopolítica EUA × China
- Os Estados Unidos estariam no meio de uma disputa geopolítica com a China e “querendo reassumir o controle sobre todas as Américas”. Renan cita:
- Intervenção na Venezuela.
- Previsão de intervenção em Cuba.
- Tentativa de “tomar posse até da Groenlândia, que pertence à Dinamarca”.
- Uso do tema do narcotráfico como vetor para aumentar influência na América do Sul.
- A China, por sua vez, quer “acesso a recursos naturais”, faz investimentos em regimes aliados e tenta “driblar o canal do Panamá” através da ferrovia bioceânica que ligaria Ilhéus a Xangai via Peru. Diz que a China trabalha no Brasil com mineração e “está de olho nas terras raras”.
A proposta de Renan
“Num governo meu, o Brasil vai fazer o que interessa pro Brasil.”
Desdobra em medidas concretas:
- Se os EUA quiserem acesso às terras raras, precisam instalar empresas no Brasil, com sócios brasileiros, compartilhar tecnologia e trazer toda a cadeia produtiva para cá.
- Defender e construir a ferrovia bioceânica que ligaria a Bahia ao Peru, passando por Mato Grosso, Acre e Goiás, conectando a produção agrícola nacional. Diz aceitar dinheiro chinês e americano para construí-la.
- Negociar com os dois lados, sem submissão: “até porque o Brasil não está em condição de brigar com ninguém”. A partir daí, “construir soberania, aumentar riqueza, aumentar poderio bélico e moral na região”.
Posiciona Flávio e Lula como faces simétricas do mesmo erro: submissão a Trump (Flávio) e submissão a Xi Jinping (Lula).
Temas
- Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras
- Ambição Nacional e Soberania Tecnológica
- Crítica à Direita Tradicional