Presídio de Pedrinhas
Renan visita o Presídio de Pedrinhas, em São Luís (MA), e usa o histórico da unidade para defender seu modelo de sistema prisional inspirado no CECOT de El Salvador.
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O Presídio de Pedrinhas, descrito como “a lenda” do sistema carcerário maranhense, foi palco de uma das crises prisionais mais violentas do Brasil. Renan narra o surgimento do conflito: presidiários do interior, oprimidos pelos detentos da capital organizados no Bonde dos 40, fundaram o PCM (Primeiro Comando do Maranhão) em reação. A guerra entre os dois grupos resultou em dezenas de mortos e mutilações.
Para Renan, o episódio ilustra o que acontece quando o Estado administra mal o sistema prisional: as facções tomam os espaços internos, estabelecem suas próprias leis, criam economia própria e passam a administrar com dinheiro público — enquanto funcionam como escolas do crime que exportam violência para o estado inteiro. O PCM e suas subdivisões seriam responsáveis por tomar o Maranhão.
“Quando a gente administra mal o sistema prisional, o que acontece? É o exemplo que eu dei para vocês. Surge o PCM, surge o bonde dos 40. Esses caras se dividem em mais cinco facções e essas facções, na prática, tomaram o estado do Maranhão.”
Modelo proposto: inspirado no CECOT de El Salvador, o presídio ideal na visão de Renan teria:
- Sem distinção de grupo faccional entre detentos
- Luz elétrica acesa 24 horas (para desorientar o ritmo circadiano)
- Alimentação apenas de carboidratos (sem proteínas), reduzindo hormônios e agressividade
- Controle total, sem rebeliões
- Capacidade para dezenas de milhares
- Sem visita íntima, sem progressão de pena
- Detentos trabalhando
Renan diferencia punição de tortura: o Estado não deve ser torturador, mas deve ser rigorosamente punidor.
“Bandido tem que ficar preso, muito preso, sem visita íntima, sem progressão de pena e trabalhando.”
Temas abordados
- Segurança Pública — sistema prisional como escola do crime; modelo El Salvador/CECOT
- Desigualdade Regional e Migração Interna — colapso institucional do MA como fator criminogênico
