E aí Imaginou
Em 9 de setembro de 2026, em vídeo de campanha, Renan Santos constrói um exercício de imaginação sobre como seria o Brasil “na versão mais bonita dele”. Ele descreve cidades com “praças novas, prédios sendo construídos, tudo bem arborizado, favela sendo urbanizada” e ruas em que se pode andar “sabendo que você não vai ser roubada ou roubado”. No Rio de Janeiro, projeta “toda a potencialidade dele explorada, sem favela, gringo chegando, gente abrindo startup”; em São Paulo, uma cidade “absolutamente urbanizada, metrô para todo lado”.
No plano regional, Renan imagina o Sul com “pujança com investimento”, o Rio Grande do Sul “sem aquelas enchentes” e a infraestrutura gaúcha atraindo de volta quem migrou, além de argentinos voltando a passar férias no Brasil. O Centro-Oeste teria “indústria para caramba” e toda a indústria country e do rodeio, enquanto o sertão do Nordeste receberia “empresa, estradas, ferrovias” e polos industriais exportando produtos brasileiros.
Renan projeta ainda conquistas de soberania tecnológica e cultural: o futebol brasileiro desenvolvido com os craques jogando no país “porque a nossa moeda seria valorizada”; uma equipe brasileira correndo na Fórmula 1 com pilotos brasileiros, “tecnologia brasileira, motor brasileiro” e “aerodinâmica feita na Embraer”; marcas de moda brasileiras feitas com “fibras naturais tiradas da Amazônia”; alimentos e sorvetes exportados com marca nacional; uma cafeteria brasileira levando “cafezinho mineiro” e pão de queijo a concorrer mundialmente com o Starbucks; e uma marca brasileira de carro elétrico com baterias que usariam terras raras disponíveis no país.
O vídeo encerra com a virada política. Renan afirma que “tudo isso é possível”, mas que o eleitor “tá deixando de realizar esse sonho” porque “tá sendo covarde, votando em uns dois ladrões” — referência ao par Lula e Flávio Bolsonaro. Ele resume a postura que critica na frase “o meu vagabundo ganhou do seu vagabundo” e conclui: “Não pense tão pequeno. Esse Brasil que eu te mostrei é bem mais legal. Sonhe com ele e não sonhe o sonho dos vagabundos.”
Temas abordados
- Ambição Nacional e Soberania Tecnológica — visão de país desenvolvido: cidade urbanizada, indústria, marcas nacionais e F1 com Embraer
- Desigualdade Regional e Migração Interna — Sul com infraestrutura atraindo de volta quem migrou; sertão nordestino industrializado
- Desfavelização do Brasil — “favela sendo urbanizada” e o Rio “sem favela”
- Crítica à Direita Tradicional — o voto em “uns dois ladrões” e o “sonho dos vagabundos”
- Segurança Pública — poder andar na rua sem ser roubado
Posições defendidas
- Ambição nacional como projeto de país: urbanização das favelas, industrialização do Centro-Oeste e do sertão, marcas e tecnologia brasileiras no mundo
- Recusa do voto “menos pior” entre Lula e Flávio Bolsonaro (“o meu vagabundo ganhou do seu vagabundo”)
Pessoas mencionadas
- Lula e Flávio Bolsonaro — citados indiretamente como os “dois ladrões” entre os quais o eleitor não deve escolher
