Resposta aos ataques a minha candidatura.

Em 12 de setembro de 2026, Renan Santos responde à onda de ataques que diz estar recebendo “sem parar nos últimos dias”. Ele atribui a ofensiva à campanha de Flávio Bolsonaro, que “mobilizou toda a militância deles para iniciarem uma série de ataques” — entre eles chamá-lo de “idiota”, “analfabeto” e “candidato de apenas 3%“.

O argumento central de Renan é que o volume dos ataques desmente a tese de que ele seria irrelevante: “se eu fosse um candidato de 3%, como eles chamam, eu não estaria mobilizando toda a militância deles”. Ele lê o movimento como “uma atuação desesperada por parte do bolsonarismo” e afirma que “parece que tem algo muito grande acontecendo que eles precisam abafar”.

Para sustentar a leitura, Renan cita pesquisas que “trabalham com redes sociais” e captam melhor o avanço dos candidatos: Atlas, Real Timing Data e Palver. Diz que nessas três “eu fico rondando a área dos 10%“. Em seguida, aborda o surgimento de Augusto Curi, “que com seus truques de internet levou uma parte de eleitorado” e fez “todo mundo perder um pouquinho” — mas sustenta que “a única pessoa que não perdeu intenção de voto” foi ele, e que “isso é o que dá medo nessa gente”.

Renan atribui o resultado à natureza do seu eleitorado: “O meu eleitor acredita em mim e nas minhas propostas”, “lê o livro amarelo, que é um bestseller” e “é o único livro de propostas [das] eleições”. Descreve esse eleitor como “convicto” — que acredita nele “mesmo eu trazendo propostas que não são populares” — e capaz de “fazer algo que ninguém pode segurar nessas eleições: ele se multiplica”. A projeção apresentada: “o que hoje é 8 a 10% pode virar, caso ele convença seu entorno, amigos e familiares, 15, 20, 25, 30% no primeiro turno” — fenômeno que diz ser “muito comum em candidaturas antissistema”.

Na comparação com o adversário, Renan afirma que “o eleitor do Flávio” não é “convicto” e que a virada de voto “vai depender da energia desse eleitor” nas semanas finais — energia que, segundo ele, nenhum eleitor tem na mesma medida que o seu. Acrescenta que as pesquisas “não captam os números que eu tenho em redes sociais”, a participação em podcasts e sabatinas, nem “a quantidade de pessoas que eu arrasto em todos os eventos que eu faço”. Afirma que, “diferente dos eventos do Flávio, em que ele leva a gente de ônibus”, ele cobra para participar dos próprios eventos e ainda assim tem “mais gente que os do Flávio”. Conclui que isso tem “cheiro, cara de uma revolução”.

O vídeo termina com uma convocação: “você tem uma missão. Você tem que virar mais 10 votos em todo o teu entorno” — pedindo que os apoiadores façam “uma lista de amigos” e “uma lista de familiares” e os convençam. O fecho repete a fórmula de campanha: “Os defensores de ladrão vão cair pelo chão e um novo Brasil vai nascer. (…) Meu nome é Renan Santos, meu número é 14. Eu sou candidato à presidência da República e você precisa compartilhar esse vídeo.”

Temas abordados

  • Partido Missão — diagnóstico da própria candidatura, do eleitorado “convicto” e da multiplicação de votos
  • Crítica à Direita Tradicional — leitura dos ataques como “atuação desesperada do bolsonarismo”; contraste entre os eventos de Renan e os de Flávio Bolsonaro

Posições defendidas

  • Rejeição da caracterização como candidato “de 3%” e da representatividade das pesquisas tradicionais, com base em levantamentos que usam redes sociais
  • Estratégia de campanha baseada na “multiplicação” do eleitor convicto (meta: cada apoiador converte dez votos no entorno)

Pessoas mencionadas

  • Flávio Bolsonaro — apontado como responsável pela ofensiva de ataques; contraste entre os eventos caros de Renan e os eventos com ônibus do senador
  • Augusto Curi — “truques de internet”; levou parte do eleitorado, mas Renan afirma ter sido o único a não perder intenção de voto

Fonte