Daniela Lima
Jornalista do Grupo Globo/GloboNews, conhecida por cobertura de política. Renan Santos a cita como exemplo de jornalista que, na sua avaliação, apaga a linha entre análise jornalística e militância política.
O episódio da queda de Bolsonaro (janeiro de 2026)
Em janeiro de 2026, Daniela Lima e outros jornalistas do Grupo Folha gravaram e publicaram vídeo fazendo chacota de uma queda sofrida por Jair Bolsonaro dentro da prisão — queda que o levou ao hospital.
Renan critica o episódio apontando o contraste: quando Lula sofreu queda recente e bateu a cabeça no banheiro, “a reação da imprensa foi outra — ninguém estava fazendo chacota.”
Renan posiciona-se como adversário declarado de Bolsonaro — afirma que acha Bolsonaro covarde e que os filhos são criminosos — mas considera que tripudiar da queda de “um idoso” com graves sequelas de saúde é “estranho e cruel.”
“Eu não consigo ver por parte da Daniela Lima a linha que divide as suas opiniões pessoais e sua militância no trabalho dela como jornalista.”
A crítica ao jornalismo militante
Para Renan, o problema não é um jornalista ter lado ou emitir opinião — “inclusive, mostre o seu lado, diga qual é a sua perspectiva de mundo.” O problema é a crueldade e a aplicação seletiva de padrões, com tratamento diferenciado a figuras políticas conforme a simpatia política do jornalista.
“De cruel já basta as facções, já basta a corrupção que também mata. Vê pessoas que informam milhões de brasileiros cometerem esse tipo de ato é baixo, é pequeno.”