Cidade-Estado da Guanabara

Proposta de transformar a cidade do Rio de Janeiro em uma cidade-estado autônoma, separando-a do atual estado do Rio de Janeiro e recriando, sob novo formato, algo próximo ao antigo estado da Guanabara (extinto com a fusão de 1975). Renan apresenta a ideia como parte de seu projeto de governo e diz mantê-la, apesar da “confusão” que provocou na imprensa e entre políticos do estado.

Justificativa

Renan descreve o Rio como “uma gigantesca reserva de valor para o Brasil” — um ativo estratégico comparável a petróleo, terras raras, terras produtivas, Pelé e Ayrton Senna — que hoje, segundo ele, é sugado por uma classe política regional e perde potencialidade. A emancipação da cidade permitiria política própria de crescimento baseada em suas vocações: turismo, tecnologia e indústria cultural. Renan usa a expressão “Mônaco das Américas” para descrever o modelo que tem em mente.

Referências internacionais citadas

  • Buenos Aires — cidade autônoma dentro da Argentina.
  • Hong Kong, Pequim e Xangai — cidades autônomas na China.
  • Londres e Nova York — como modelos de administração metropolitana.

Desenho institucional proposto

  • Polícia própria e sistema de educação próprio para a cidade.
  • Sem aumento do número de cargos públicos: usaria a administração municipal já existente. “De acordo com nosso planejamento, o número de cargos necessários seria menor”.
  • Criação de uma autoridade interestadual unindo o “antigo” estado do Rio e o novo “estado da Guanabara” para cuidar de:
    • Barcas, trens e transporte metropolitano em geral.
    • Despoluição da Baía de Guanabara, financiada pelos royalties do petróleo do território carioca.
  • Enquadramento: “o Rio não deixaria de fazer parte do Brasil” — ganharia “status único reconhecido pelo Estado brasileiro”, recuperando-se “dos anos de decadência sucedidos à saída da capital para Brasília”.

Desdobramento

Renan indicou o site guanabaralivre.com.br como canal para apresentar o detalhamento da proposta.

Fontes