Infraestrutura e Estradas no Paraná

O diagnóstico: um estado produtivo com infraestrutura de terceiro mundo

Renan visita o Paraná e compara seus números econômicos com sua infraestrutura física. O Paraná tem o 4º PIB do Brasil com apenas 11 milhões de habitantes. A terra vermelha do Paraná é comparada à Ucrânia em produtividade agrícola. A região Oeste, em Cascavel, cresceu 12% no último ano — muito acima da média nacional.

Apesar disso, praticamente todas as estradas do estado são de mão dupla, tornando o escoamento da produção lento, caro e perigoso. O volume de acidentes é elevado porque os caminhões carregados disputam mão única com o tráfego em sentido oposto. A cadeia produtiva paranaense — do cooperativismo ao financiamento agrícola, passando pelos silos — funciona muito bem, mas a infraestrutura de escoamento trava o crescimento.

Por que o Paraná é “sabotado”

Renan identifica dois vetores:

  1. Pacto federativo distorcido. A distribuição de recursos federais favorece estados que produzem menos. O Paraná financia o sistema nacional mas não recebe investimento proporcional. “O presidente da República prefere fazer Pé de Meia e gastar com butijão de gás do que investir em infraestrutura de um estado que não vota nele.”

  2. Políticos locais ineficazes. Os representantes paranaenses eleitos — descritos por Renan como “políticos com grandes bigodões que falam que vão matar bandido” — não convertem votos em investimento real para o estado. Faz um contraste direto: “Os políticos do centrão do Nordeste cuidam mais de levar dinheiro pro Nordeste do que os políticos de direita aqui do Sul e Sudeste.”

Proposta

Como presidente, Renan priorizará os estados que mais produzem nos investimentos em infraestrutura. Para o Paraná isso significa:

  • Ferrovias para escoamento da produção agrícola
  • Estradas duplicadas de concreto (não apenas asfalto), para suportar o peso dos caminhões de carga
  • Participação da iniciativa privada no financiamento das obras

Fontes