Rio de Janeiro em Guerra — Outubro de 2025

Em outubro de 2025, o Rio de Janeiro viveu uma escalada de violência do crime organizado que Renan Santos classificou como situação de guerra — com uso de drones para lançar bombas por parte das facções e operações de repressão do governo estadual sem suporte federal.

A escalada: drones com bombas

Em 28 de outubro de 2025, Renan documenta o que chama de “linha cruzada” pelo crime organizado: as facções passaram a usar drones para disparar explosivos, tática comparada às guerras da Ucrânia e do Oriente Médio. As polícias estaduais não possuem equipamento nem autorização legal para operar drones em combate. Para Renan, as facções se transformaram em forças paramilitares, e a situação exige resposta de nível federal.

A operação de Cláudio Castro

Em resposta, o governador Cláudio Castro realizou uma operação com apoio da Polícia Militar que resultou em mais de 100 criminosos mortos e 4 policiais mortos. Renan elogiou a operação como exitosa, mas apontou a reação imediata do governo federal e da mídia como uma tentativa de sabotagem: enquanto a operação era realizada, o presidente Lula estava em viagem internacional.

A omissão do governo federal

A ministra Anielle Franco (Direitos Humanos) e o ministro Lewandowski (Justiça) não apresentaram nenhuma resposta à crise. Renan classificou o governo federal como “inimigo” do governador nesse momento — não como aliado.

Renan aconselhou Cláudio Castro a parar de aguardar resposta de Brasília e:

  • Convocar os representantes da imprensa para declarar que vai à guerra;
  • Pedir apoio de governadores de outros estados para mandarem efetivos;
  • Fazer do isolamento federal um tema público.

O conselho para os outros governadores

Em 29 de outubro, Renan propôs que governadores de oposição — Tarcísio, Eduardo Leite, Jorginho, Ratinho Júnior, Zema — realizassem operações simultâneas em seus estados para dividir a pressão da mídia e do governo federal sobre Cláudio Castro. A ideia: nenhum governador de oposição ficaria como alvo único.

Fontes