Tentativa de Lula de nomear Jorge Messias ao STF
Episódio de abril de 2026 em que Lula tentou emplacar Jorge Messias como ministro do STF — seu terceiro advogado pessoal na Corte — e foi derrotado pela primeira vez na história do PT pelo próprio centrão.
O padrão dos advogados pessoais de Lula no STF
Renan Santos identifica um padrão: Lula teria colocado três dos seus advogados pessoais no STF:
- Dias Toffoli — primeiro; invalidou provas da Lava-Jato; favoreceu Lula e Flávio Bolsonaro
- Cristiano Zanin — segundo; advogado de Lula no período pré-absolvição
- Jorge Messias — terceiro; tentativa fracassada em abril de 2026
O acordo e seus atores
Lula tentou negociar a aprovação de Messias no Senado com liberação de cargos e recursos para o centrão. O PL de Valdemar da Costa Neto participou do acordo — Valdemar declarou publicamente que Messias é “PT fechado” mas “um camarada de bem”. Flávio Bolsonaro teria se reunido com Messias no contexto das negociações.
Renan interpreta o episódio como mais uma manifestação do “accordão” que envolve PL e PT: “a dita direita” votando junto com o governo em nome de interesses compartilhados — especialmente a preservação de acordos relativos ao Escândalo Banco Master.
A rejeição (29/04/2026)
O centrão rompeu com Lula — especialmente em torno de Alcolumbre — e Messias foi rejeitado. Nunca antes na história do PT um candidato ao STF havia sido derrubado pelo próprio Senado.
Flávio Bolsonaro, ao ser questionado sobre por que não articulou votos contra Messias, admitiu: “Olha, mais uma vez, eu não participei de articulação política, não pedi votos contra. Eu apenas dei a minha opinião.” — o que Renan usa como prova da fraqueza de Flávio.
Significado político segundo Renan
- Lula não está mais fechado com o centrão
- O STF não ficará completamente sob controle petista
- O “lulismo” enfraquece sem a máquina dos prefeitos do centrão
- A janela eleitoral de 2026 se abre: “O jogo está aberto.”
- Oportunidade para avançar no Nordeste, onde Lula dependia do centrão para buscar votos
“Danis, esse é o momento de comemorar uma pequena vitória para a nossa democracia.”
Leitura sobre Flávio Bolsonaro
O episódio reforça, na leitura de Renan, a tese da fraqueza e da cumplicidade de Flávio: tem “rabo preso” com Toffoli e Gilmar Mendes (que o protegeram na rachadinha), não pode se opor ao STF de verdade, e sua própria bancada não age por sua liderança.