STF e Ativismo Judicial

Crítica sistemática ao Supremo Tribunal Federal ocupa lugar central na pré-candidatura de Renan Santos. Para ele, o STF deixou de ser um tribunal constitucional e se tornou uma “quarta instância de deliberação” que decide politicamente temas que caberiam ao Legislativo, servindo como “guardião do patrimonialismo brasileiro” e da “agenda da esquerda”.

Reforma do STF: propostas na Sabatina Esfera (maio de 2026)

Em 23 de maio de 2026, na Sabatina do Fórum Esfera com Daniela Lima, Renan reafirma e detalha sua proposta de reforma do Judiciário: STF deve cumprir apenas o papel de guardião da Constituição e árbitro de temas abstratos, não de última instância legislativa. Fim das decisões monocráticas, filtro de entrada (8.000 ações no STF vs. 50 na Suprema Corte americana), tribunal para foro privilegiado com desembargadores sorteados de outros estados com mandato de 2 anos.

Sobre a dosimetria: foi a favor do mérito (crimes foram cometidos), mas critica a forma jurídica “exótica” de Moraes. Uma nova dosimetria proposta pelo Congresso “não terá inimigo em mim.” Não defende anistia — “quem organiza crimes políticos tem que ser punido, tanto MSTI quanto verde e amarelo.”

Ver 2026-05-23 - RENAN AO VIVO - SABATINA ESFERA - 23-05-2026 e 2026-05-23 - O que fazer com o STF - Sabatina com Daniela Lima no Esfera.

Derrubada da dosimetria: “exercício de força” de Moraes (maio de 2026)

Em 9 de maio de 2026, Alexandre de Moraes derrubou a dosimetria aprovada pelo Congresso para os condenados do 8 de Janeiro. Para Renan, a decisão é “abusiva e sem sentido.”

Renan situa sua posição: ele defendeu punição para os invasores e para Bolsonaro. Não é defensor bolsonarista. Mas identifica uma contradição flagrante: Moraes usa “ritos e formalismos” para derrubar um ato legislativo do Congresso — mas esses mesmos formalismos desaparecem quando o STF instala inquéritos em que ele mesmo é, ao mesmo tempo, defensor, acusador, vítima e juízo. O agravante: a decisão ocorre no momento em que Moraes é citado no maior escândalo de corrupção da história brasileira (Escândalo Banco Master).

Renan também revela o que chama de “confissão” de Flávio Bolsonaro: o próprio Moraes redigiu o texto da dosimetria, que o Congresso aprovou — e depois Moraes a derrubou. O accordão incluía a extinção da CPI do Banco Master como contrapartida. Flávio literalmente disse em vídeo: “O texto que nós aprovamos foi um texto autorizado pelo Alexandre de Moraes.”

Para Renan, a decisão é um “blefe” — Moraes está testando se o Congresso tem coragem de reagir. A resposta correta seria reafirmar a dosimetria. Se o Congresso se calar, o Brasil entrará em “humilhação diária” até ter um presidente sério.

Reitera: decisões monocráticas não devem ter poder. O STF não deve ser a última instância. “O que a gente tem é uma semimonarquia com parlamentares completamente sem moral, falando besteira e o Xandão mandando.”

Ver 2026-05-09 - Xandão derrubou a dosimetria e 2026-05-10 - Flávio Bolsonaro confessou o acordo com o Alexandre de Moraes.

Rejeição de Messias: primeira derrota histórica de Lula no STF (abril de 2026)

Em 29 de abril de 2026, o Senado rejeitou Jorge Messias — terceiro advogado pessoal de Lula indicado ao STF, após Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Para Renan, é a primeira vez na história que um candidato ao STF indicado pelo PT é derrubado pelo próprio Senado.

O episódio revela o padrão que Renan denuncia: PL e Flávio Bolsonaro participaram do “accordão” para aprovar Messias — Valdemar da Costa Neto declarou que Messias é “PT fechado” mas “um camarada de bem”. Flávio teria se reunido com Messias. A derrota se deu porque o centrão entrou em conflito com Lula, não por resistência da direita.

Consequência política lida por Renan: Lula não está fechado com o centrão, o STF não ficará completamente sob controle petista, e o jogo de 2026 está aberto.

Ver 2026-04-29 - BESSIAS REJEITADO!, 2026-04-29 - URGENTE! Lula quer fazer de tudo para eleger Bessias no STF e Tentativa de Lula de nomear Jorge Messias ao STF.

Prisão de ministros do STF: posição de Renan (abril de 2026)

Em 27 de abril de 2026, perguntado diretamente se ministros do STF deveriam estar presos, Renan responde com cautela — “tem que tomar cuidado para não perder meus direitos políticos” — mas de forma afirmativa: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm contratos, depósitos e movimentações financeiras com Daniel Vorcaro (Escândalo Banco Master) que “em qualquer lugar do mundo levariam impeachment e prisão.”

Renan já pediu impeachment em quatro manifestações e prisão nas duas últimas.

Por que o Senado não age:

  • Flávio Bolsonaro tem rabo preso — sua carreira existe porque Toffoli (COAF/rachadinha) e Gilmar Mendes (foro privilegiado) o protegeram
  • O STF controla o legislativo via foro privilegiado: quem julga os parlamentares não pode ser julgado por eles com neutralidade

Proposta: presidente sem rabo preso para reformar o foro especial — desembargadores sorteados com mandato de 2 anos, proibidos de julgar parlamentares do próprio estado.

Ver 2026-04-27 - O que eu penso sobre prisão de ministros do STF.

Disposição de enfrentar o STF como presidente (maio de 2026)

Em 8 de maio de 2026, Renan declarou explicitamente que descumpriria decisões do STF que bloqueassem ações centrais de seu governo, argumentando que o presidente tem obrigação constitucional de garantir a integridade do território.

Dois exemplos dados:

  • Estatuto da Desfavelização — prisão imediata de quem participa de invasões para montar favelas. Antecipa que ONGs e STF tentariam bloquear. Posição: “Decisão injusta e ilegal não se cumpre.”
  • Estado de defesa circunscrito — aprovado pelo Congresso em áreas dominadas pelo crime. Se o STF derrubar: “Eu vou fazer. Preciso fazer.” Cita o BOPE como fonte de que operações sem estado de defesa são ineficazes.

Renan distingue sua postura de provocação deliberada: “Não vou ficar sendo moleque institucional.” O argumento é de dever constitucional, não de confronto pessoal.

Ver 2026-05-08 - Eu estou disposto a enfrentar o STF.

O padrão PT-STF-bolsonarismo contra Alessandro Vieira (abril de 2026)

Em 17 de abril de 2026, Renan descreve o destino do senador Alessandro Vieira (Podemos, SE) como ilustração do padrão de cumplicidade entre PT, STF e o bolsonarismo:

  • Vieira propôs, via CPI, o indiciamento de ministros do STF.
  • Gilmar Mendes respondeu com ameaça de cassação de mandato e inelegibilidade.
  • Lula foi ao Sergipe e desmontou o palanque político de Vieira.
  • Flávio Bolsonaro havia atacado Vieira antes do STF: chamou-o de “grande hipócrita” e disse que a CPI era “ilegal”, acusando-o de desacreditar o Legislativo ao vincular o governo Bolsonaro ao Banco Master.
  • Valdemar da Costa Neto afirmou que o tema impeachment de ministros “diminuiu muito” de relevância.

“Toda vez que você enfrenta o sistema, PT, STF e bolsonarista trabalham juntos.”

A proposta de Renan para romper com esse padrão: criar um tribunal político com desembargadores nomeados por sorteio e mandato de 2 anos, competente para julgar deputados e senadores — retirando essa competência do STF e eliminando a chantagem mútua.

Ver 2026-04-17 - Nota oficial sobre uma humilhação imposta pelo STF.

Condenação de Eduardo Bolsonaro: voto de vingança (abril de 2026)

Em 17 de abril de 2026, Alexandre de Moraes votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro por declaração feita em 2021 sobre Tabata Amaral — de que a campanha dela foi financiada por Jorge Paulo Lemann (dono da Procter & Gamble, fabricante de absorventes), crítica ao projeto de lei que colocou absorventes nos gastos públicos.

Renan defende Eduardo mesmo sendo adversário: a declaração é uma crítica política legítima de lobby, feita ainda no exercício da imunidade parlamentar. O voto de Moraes é “um voto de vingança” motivado pela relação atribulada entre os dois — Eduardo havia se jactado de articular sanções internacionais contra o ministro.

Risco prático: além de pena de prisão, Eduardo pode perder os direitos políticos — o que Renan sugere ser o objetivo, em paralelo à perseguição a Alessandro Vieira. “Os ministros do STF se comportam o tempo todo como agentes políticos vingativos.”

Ver 2026-04-17 - Eduardo Bolsonaro será preso!.

Rubens Casara: o juiz que soltou o criminoso preso 86 vezes (outubro de 2025)

Em 22 de outubro de 2025, Renan ataca o juiz carioca Rubens Casara, a quem chama de “pior juiz do mundo”. Casara soltou um criminoso com 86 prisões anteriores — que voltou a cometer crimes. Casara é descrito como defensor de uma corrente “socialista no direito penal” que trata criminosos como vítimas do capitalismo.

Sua ex-cônjuge é Márcia Tiburi, filósofa do PT, que declarou publicamente: “Tem uma lógica no assalto.” Os dois foram para a Europa durante o governo Bolsonaro — ela dizendo que era “exilada”; ele, que foi “fazer um curso”. Ao retornar, Casara continuou com suas decisões pró-criminoso e ainda censurou o portal Antagonista que as publicou — com outro juiz confirmando a censura.

Para Renan, o caso sintetiza o problema do judiciário: juízes que usam o sistema para proteger criminosos e silenciar a imprensa que os critica.

Ver 2025-10-22 - O pior juiz do mundo mora no Brasil.

O diagnóstico central

Renan resume o problema no vídeo 2026-04-03 - PREVISÃO SOBRE O STF:

  • Barroso teria afirmado publicamente, mesmo diante de um Congresso conservador, que temas como aborto seriam decididos pelo próprio Supremo independentemente do Legislativo — “matar fetos é um direito fundamental”, na caracterização que Renan faz da fala do ministro.
  • O STF estaria em 3 votos a 0 para legalizar drogas — para Renan, o problema não é o mérito, é que isso é “atribuição do Legislativo”.
  • Marco Aurélio teria decidido, “num passe de mágica”, libertar 170 mil criminosos.
  • No primeiro semestre de 2026, o Supremo decidirá sobre prisão em segunda instância. Renan afirma que o Supremo tem maioria para derrubar — o que libertaria Lula, Cunha, Cabral, “todos os presos da Lava Jato” e “milhares de traficantes, ladrões de banco, assaltantes e estupradores”.

A tese da “quarta instância”

“Passa pela Câmara, passa pelo Senado, tem ação do presidente. Aí com certeza, como sempre tá acontecendo, vem um PSOL e entra com uma ação para discutir a constitucionalidade, e aquilo tem que ser discutido depois no Supremo.”

Segundo Renan, o mecanismo de controle de constitucionalidade é hoje o instrumento de mando dos ministros sobre o país.

”Guardião do patrimonialismo”

Renan acusa o STF de defender “privilégios do Ministério Público, do Judiciário, do funcionalismo”, e cita o episódio “Joesley” no governo Temer como manobra para “acabar com a reforma da Previdência”. Junta a isso a “agenda da esquerda” que atribui aos ministros indicados por Dilma e Lula.

O episódio da CPMI do INSS

Em 27/03/2026, o STF derrubou por 8 a 2 a prorrogação da CPMI do INSS concedida por liminar de André Mendonça. O único ministro que votou com Mendonça foi Fux. Renan caracteriza a decisão como “operação de abafamento” conjunta entre Centrão, PL, PT e STF, para interromper uma CPMI que estaria “prendendo os envolvidos”. Ver 2026-03-27 - URGENTE - STF derruba CPMI do INSS.

A manobra em torno da delação premiada

No contexto do Escândalo Banco Master, Renan denuncia que Alexandre de Moraes tentou pautar ação de 2021 movida por advogados do PT contra a delação premiada, às vésperas da delação de Daniel Vorcaro. Ver 2026-04-09 - Xandão quer mudar delação premiada e 2026-04-02 - A OPERAÇÃO MARMELADA começou.

Votos de Flávio Bolsonaro alinhados ao STF

Renan inclui Flávio Bolsonaro e sua bancada nessa crítica: votaram para acabar com a CPI da Lava Toga, apoiaram a PEC da Blindagem e aprovaram Zanin e Dino como ministros do Supremo. Citação direta de Flávio: “A quem interessa uma instabilidade política nesse momento?“. Ver 2026-03-29 - O Flávio Bolsonaro votou pra cair na armadilha. E sabia disso.

Formulação central

“O STF tem que ser derrotado, tem que ser exposto, tem que ser envergonhado.”

Globo e esquerda contra Moraes (março de 2026)

Em março de 2026, Renan registra uma inflexão política: a Rede Globo — incluindo a GloboNews, que durante anos defendeu tudo que vinha do STF — começa a tomar posição crítica contra Alexandre de Moraes. Figuras da esquerda também recuam:

  • Leandro Demori — ironizando quem na esquerda ainda defende Moraes.
  • Guga Noblat — histórico apoiador de Moraes, avisando: “Se a conversa é verdadeira, o ministro tem que cair.”
  • Alessandro Vieira (senador) — convocou Moraes e Dias Toffoli a comparecer ao Senado; pediu investigação para depô-los.

Renan nota que Flávio Bolsonaro e sua bancada estiveram ausentes do movimento, enquanto a Globo aderiu: “Para tirar o Moraes de lá, a gente vai poder contar até com a Rede Globo. Com a Fabiana Bolsonaro é difícil.”

Ver 2026-03-14 - GLOBO X STF, A GUERRA COMEÇOU.

O caso do “anão delegado”

Alexandre de Moraes ordenou a adaptação da prova física de um concurso para delegado para um candidato com nanismo que não conseguiu cumprir os requisitos padrão. Renan critica a decisão como sintoma de uma ideologia de “integração forçada”:

“Se ele não consegue fazer a prova normal e teve que adaptar a prova para ele, é porque ele não conseguiria fazer as tarefas dos demais.”

Usa o episódio para reforçar sua posição contra cotas e a favor da meritocracia em concursos públicos. Ver 2026-03-19 - ANÃO DELEGADO, MINHA OPINIÃO.

Bolsonaro preso: humanitarismo contra vendeta

Renan — sem ser aliado político de Bolsonaro — defende que o STF deveria aliviar a situação do ex-presidente, que está “muito doente” (sequelas da facada, depressão). Precedente: o próprio STF agiu humanitariamente no caso de Fernando Collor de Melo.

Critica Moraes por transformar o caso em “vendeta pessoal, uma revanche, uma vingança”.

Ver 2026-03-15 - Minha posição sobre a doença de Bolsonaro e o STF.

Viviane Barce e os R$ 130 milhões (março de 2026)

No vídeo de 8 de março, Renan detalha a crise de Moraes com mais precisão: Viviane Barce, esposa do ministro, tinha contrato de R$ 130 milhões com Daniel Vorcaro — valor “absolutamente fora de mercado”. Além disso, mensagens do celular de Vorcaro mostravam que ele falava em “bloquear algo” e Moraes respondia com “três mensagens secretas”.

Comparação feita por Renan: no Japão, o ministro pediria demissão; nos EUA, seria “conduzido algemado para fora da Suprema Corte”. No Brasil, é defendido pela esquerda como “defensor da democracia”. O Senado que poderia propor o impeachment é controlado por Colombo, Rodrigo Pacheco, Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro — todos “curiosamente envolvidos com a turma do Banco Master”.

Ver 2026-03-08 - O que um país sério tem que fazer com Alexandre de Moraes.

STF e a proteção a Lulinha (março de 2026)

Flávio Dino, indicado ao STF por Lula como parceiro político de longa data, suspendeu o acesso a dados sobre movimentação de R$ 1 milhão do filho de Lula, Fábio Luiz da Silva (“Lulinha”). Renan contrapõe a mentira de Boulos sobre Lula “mandar investigar” com o fato de que a decisão de Dino ocorreu naquela mesma semana. O padrão é simétrico: Flávio Bolsonaro também foi beneficiado por Toffoli e Gilmar Mendes.

Ver 2026-03-10 - BOULOS DIZ QUE LULA NÃO ESTÁ PROTEGENDO O LULINHA.

Resort Tayaya e Toffoli: R$ 10 bilhões para a JBS

Toffoli poupou cerca de R$ 10 bilhões para a JBS em 2023 (acordos de leniência que ela não conseguia pagar). Em 2025, o resort Tayaya — antes de propriedade do grupo de Toffoli — passou para o advogado da própria JBS. O cassino do resort tinha licença concedida pelo mesmo Toffoli. Ciro Nogueira foi o principal lobista do cassino no Congresso. Ver 2026-03-09 - Eu fui no resort do Toffoli, o tal do Tayaya.

Sete propostas de reforma (março de 2026)

Em 8 de março de 2026, Renan detalhou em vídeo as sete propostas concretas que apresentaria como presidente para reformar o STF. Ver Propostas para o STF:

  1. Fim das decisões monocráticas — hoje 83% das decisões são monocráticas, gerando casuísmo e favorecendo lobby de escritórios ligados a parentes de ministros.
  2. Prazo obrigatório para pedido de vista — elimina a estratégia de “empurrar com a barriga” indefinidamente.
  3. Filtro real de acesso — o STF recebe 8.000 casos/ano; os EUA, 50. O Supremo passaria a julgar apenas matérias constitucionais.
  4. Transparência em escritórios com parentes de ministros — proibição com pena de prisão para quem burlar.
  5. Tribunal Superior Político — foro para parlamentares fora do STF, com magistrados sorteados de diversas regiões; elimina lobby e chantagem mútua.
  6. Veto senatorial por suspeição — Senado pode afastar ministro com conflito de interesse.
  7. Mandato com quarentena — mandato por período determinado, seguido de quarentena proibindo atuação jurídica ou política.

Ver 2026-03-08 - 7 propostas pro STF.

O apelo direto a Moraes (março de 2026)

Em 5 de março de 2026, Renan publicou um apelo direto a Alexandre de Moraes, apresentando-se como ex-aluno seu na Faculdade de Direito da USP. Reconhece que Moraes “foi um professor bom” e que inspirou pessoas — mas que não dá para sustentar o Inquérito das Fake News como instrumento de pressão:

“Alexandre de Moraes, não dá para sustentar esse inquérito. Não dá para sustentar esse modelo em que o STF tem hiperpoderes e em que figuras como Vorcaro usam o inquérito para chantagear.”

Renan admite que não acredita que o apelo funcionará, mas o faz antes que o país “entre numa guerra e numa convulsão”. Ver 2026-03-05 - APELO AO ALEXANDRE DE MORAES.

Inquérito das Fake News e Vorcaro

Mensagens do celular de Vorcaro mostraram que ele ameaçou enviar um site de extrema esquerda para o Inquérito das Fake News após brigar com seus editores. Para Renan, a ameaça revela que Vorcaro sabia ter acesso operacional ao inquérito — o que levanta questões sobre a relação entre ele e Moraes. Renan, cauteloso, formula como perguntas, não afirmações. Ver 2026-03-05 - ESSE PODE SER O FIM DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS.

Globo expõe Moraes (março de 2026)

Em 7 de março, Renan registra que a Rede Globo usou software diferente para analisar as mensagens do celular de Vorcaro e confirmou que o número que trocou mensagens com ele — incluindo emojis de aprovação — era o de Alexandre de Moraes. Moraes havia emitido nota negando que as conversas existissem. Renan compara a negação à estratégia de “Stalin apagando as fotos de Trotsky” — funciona apenas onde não há contraditório. Ver 2026-03-07 - Acredite se quiser - a rede Globo está salvando o Brasil.

Três condenações judiciais em uma semana: ameaça de inelegibilidade (fevereiro de 2026)

Em 7 de fevereiro de 2026, Renan revelou ter sido condenado três vezes em uma única semana:

  1. Djamila Ribeiro: R$ 30 mil por chamar a intelectual de “jeca de Aparecida” — uma desembargadora interpretou o termo como racismo por associação ao personagem de Monteiro Lobato.
  2. Elmano de Freitas (governador do Ceará): por insinuar que o governador tinha ligações com o Comando Vermelho — duas condenações no mesmo processo.

A equipe de Renan o alertava que o acúmulo poderia levá-lo à inelegibilidade. Renan consultou publicamente seus seguidores sobre a estratégia: acelerar a exposição dos absurdos do sistema ou preservar a candidatura. Ver 2026-02-07 - FUI CONDENADO PELA JUSTIÇA 3 VEZES NESSA ÚLTIMA SEMANA.

A guerra entre PT e Toffoli: origens (fevereiro de 2026)

Em 12 de fevereiro de 2026, Renan documenta como o escândalo do Banco Master rachara a aliança entre STF, PT, Lula, banqueiros e a grande mídia. O PT foi forçado a escolher entre proteger Toffoli e proteger o Lula — e escolheu sacrificar Toffoli. Os vazamentos à imprensa vinham de Daniela Lima e Mônica Bérgamo, jornalistas ligadas ao PT.

Moraes foi identificado como o articulador da estratégia de salvar os demais às custas de Toffoli (“vão-se os anéis, ficam-se os dedos”). Segundo Renan, Moraes estava — pela primeira vez em sua carreira no STF — “na defensiva”. Ver 2026-02-12 - O BICHO TÁ PEGANDO ENTRE PT E DIAS TOFFOLI e 2026-02-14 - CHEGOU A VEZ DO ALEXANDRE DE MORAES.

Toffoli e a destruição do COAF (fevereiro de 2026)

Em 12 de fevereiro de 2026, Toffoli anulou todas as provas coletadas pelo COAF — atendendo pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, investigado pela rachadinha. Renan conecta: Toffoli já havia feito o mesmo em 2019, derrubando atos da Lava-Jato e invalidando uma multa de R$ 8 bilhões à Odebrecht — sempre a pedido dos mesmos interesses. “Esse cara acha que o Brasil é um país da impunidade e que nada vai acontecer com os caras nem com ele.” Ver 2026-02-12 - TOFFOLI DESTRÓI TRABALHO DO COAF e 2026-02-12 - TOFFOLI NÃO VAI ABANDONAR O CASO DO BANCO MASTER.

STF retalia servidores da Receita Federal (fevereiro de 2026)

Em 17 de fevereiro de 2026, o STF publicou dados de funcionários da Receita Federal acusados de vazar informações sobre ministros — sem provas suficientes contra a maioria deles. Renan classifica a decisão, liderada por Alexandre de Moraes, como retaliação ilegal e desproporcional: “Ministros do STF não estão acima da população nem podem se livrar de investigações porque sim.”

“Não há mais lei no Brasil, não há ordem jurídica no Brasil. O que há é uma guerra de todos contra todos, uma guerra hobbesiana.”

Ver 2026-02-17 - URGENTE - STF vaza dados de servidores.

O pacto pós-Lava Jato (fevereiro de 2026)

Em entrevistas de 24 de fevereiro de 2026, Renan apresenta o Escândalo Banco Master como produto direto do fim da Operação Lava-Jato. O Banco Master obteve todas as licenças exatamente um dia após o encerramento da investigação — como se a classe política tivesse combinado: “agora podemos fazer o que quisermos”.

O “pacto” descrito por Renan tem duas dimensões:

  1. Orçamento secreto para o Congresso — hoje de 60 a 65 bilhões de reais em emendas anuais.
  2. Escritórios de advocacia ligados a familiares e ex-cônjuges de ministros do STF e STJ operando com casos nessas cortes — algo que Renan classifica como “absurdo flagrante”.

A consequência prática: um ministro do STF envolvido em escândalos financeiros é, para Renan, ministro cujas decisões não merecem confiança.

“Quando a gente tem um juiz envolvido num escândalo como esse, cara, eu tenho dificuldade em acreditar que as paradas que esse cara tá fazendo são para valer.”

Ver 2026-02-24 - O BRASIL ACABOU APÓS A LAVA-JATO e 2026-02-24 - O EPSTEIN BRASILEIRO NÃO VAI SER PUNIDO.

Liberdade de expressão: o caso Léo Lins (fevereiro de 2026)

Em 24 de fevereiro de 2026, Renan comenta a absolvição em segunda instância do humorista Léo Lins, condenado em primeira por piadas feitas em show fechado para adultos. Para Renan, a absolvição é boa notícia para a liberdade de expressão — mas não permite comemoração definitiva.

O duplo padrão identificado: magistrados que perseguem humoristas por piadas com grupos minoritários em ambiente fechado não têm o mesmo rigor com músicas que exaltam o crime organizado (Comando Vermelho, PCC), classificando-as como “liberdade artística”.

Renan menciona que ele próprio foi processado em São Paulo por chamar uma militante do movimento negro de “Jeca” — uma desembargadora feminista interpretou o termo como racismo por associação a Monteiro Lobato. O alerta final: STJ e STF são a fonte das jurisprudências que viabilizam esse tipo de decisão.

“Nada disso existe. Nós estamos num país em que os próprios membros do STF estão envolvidos nos escândalos que eles mesmos se julgam.”

Ver 2026-02-24 - LÉO LINS É ABSOLVIDO PELA JUSTIÇA.

O casamento Tabata-João Campos: STF e oligarquias (fevereiro de 2026)

Em 22 de fevereiro de 2026, Renan usa a presença de Alexandre de Moraes no casamento de Tabata Amaral com João Campos como ponto de partida para uma análise sobre a cumplicidade entre o STF e oligarquias políticas. João Campos enfrenta investigação de corrupção em Recife que foi parar no STF — e, segundo Renan, “não deu em nada” e está suspensa. Tabata, ao comentar o Banco Master, omitiu as conexões com STF e PT.

“Você é o bobo da corte. Você paga por tudo isso e se reclamar ainda termina apanhando.”

Ver 2026-02-22 - O QUE ALEXANDRE DE MORAES FAZIA NO CASAMENTO DA TABATA AMARAL COM O JOÃO CAMPOS e Casamento Tabata Amaral e João Campos.

Pessoas e eventos relacionados

Fontes