Eles Perderam a Chance de Ouro

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Renan documenta que tanto a esquerda quanto a direita se recusam a explorar o escândalo do Banco Master — cada uma por ter seus próprios ranchos sujos envolvidos.

A esquerda que não aproveita

Renan ironiza: o Banco Master seria a oportunidade perfeita para a esquerda marxista “realizar o sonho da revolução contra o capitalismo corrupto”. Mas o PT não assina a CPI, não comenta os encontros de Lula com Vorcaro no Palácio do Planalto, silencia sobre:

  • Guido Mantega (ex-ministro) ganhando R$ 1 milhão/mês como consultor do Master
  • Ricardo Lewandowski (ministro da Justiça) com contrato no banco
  • Rui Costa (ministro de Lula, ex-governador da Bahia) — o escândalo começou no seu governo estadual
  • Dias Toffoli (indicado por Lula) com “relações estranhas” com o banco

A direita que também não aproveita

Igualmente, a direita bolsonarista se cala porque o escândalo também passa por ela:

  • O Banco Master cresceu durante o governo Bolsonaro, quando o Banco Central de Roberto Campos Neto ignorou as notificações sobre emissão de títulos fraudulentos.
  • Ciro Nogueira (PP) era o principal lobista do Banco Master no Congresso.
  • Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) doou dinheiro para Bolsonaro e para Tarcísio.
  • Ligação com a Igreja Lagoinha (frequentada por Flávio e Nicolas).
  • O ex-presidente do BRB (banco de Brasília que fez negócios com Vorcaro) aprovou um empréstimo suspeito para Flávio.

A conclusão

“Os dois maiores projetos políticos do Brasil ligam para eles próprios e nunca pro Brasil.”

Renan apresenta-se como o único pré-candidato a presidência que convoca manifestações e vai a público sobre o tema, e anuncia o retorno da prisão em segunda instância como medida de governo.

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