Reforma do Senado Federal
Renan Santos propõe uma discussão sobre a necessidade de reformar ou extinguir o Senado Federal, a partir do escândalo de bônus irregulares concedidos a 800 funcionários no início de 2026.
A ação judicial
Em 1º de janeiro de 2026, Renan anuncia processo contra o Senado exigindo a devolução de R$ 46 milhões distribuídos como bônus a 800 funcionários (cerca de R$ 300.000 cada). O TCU já havia sinalizado a irregularidade. Na leitura de Renan, o benefício serve para “corromper os funcionários que sabem demais” — garantindo seu silêncio.
Críticas estruturais
Renan levanta três problemas estruturais do Senado:
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Representação distorcida: São Paulo tem 3 senadores, o Acre tem 3. Estados com dezenas de milhões de habitantes valem o mesmo que estados com 700 mil pessoas.
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Funções não exercidas: O Senado deveria fiscalizar o judiciário e ser uma câmara revisora com “a inteligência e experiência de homens mais velhos.” Na prática, não cumpre nenhuma dessas funções — não freou o STF, não revisa adequadamente.
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Reduto de oligarquias: O Senado historicamente serviu a figuras como Antônio Carlos Magalhães (BA) e Renan Calheiros (AL) para manter poder regional. Quando poderia agir contra avanços inconstitucionais do STF, os senadores não o fazem por estarem comprometidos.
Proposta de extinção
“Muitos países do mundo abdicaram do Senado e essa é uma discussão que a gente vai precisar ter.”
Renan não apresenta uma proposta detalhada de extinção ou reforma, mas sinaliza que as atribuições deveriam ser reduzidas ou a casa eliminada — dado que a representação federativa distorce a democracia sem oferecer os benefícios prometidos.