Judiciário e Supersalários

Renan Santos critica sistematicamente o custo do judiciário brasileiro, apontando-o como um dos maiores problemas fiscais do país e como símbolo de um privilégio corporativo que não se justifica pelos serviços prestados.

”O judiciário mais caro do mundo”

No vídeo 2026-03-01 - JUÍZA NÃO ESTÁ RECEBENDO LANCHE, Renan apresenta o caso de uma juíza aposentada que reclamou publicamente de condições precárias (“sem lanche”) enquanto recebia entre R$ 76.000 e R$ 120.000 mensais — pagos pelo contribuinte. Renan usa o caso para enunciar a tese geral:

“Nós temos o judiciário mais caro do mundo, um luxo que nós temos orgulho de sustentar. E é o mesmo judiciário que gosta de soltar bandido, colocar vagabundo na rua para nos assaltar ao fim do dia.”

O caso de Minas Gerais

No vídeo 2026-03-02 - MINAS GERAIS, VAMOS FALAR DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, Renan apresenta dados específicos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais:

  • Minas gasta 11% do orçamento estadual com Justiça e Ministério Público — segundo maior do Brasil.
  • Em 2025, o saldo de caixa negativo de Minas foi de R$ 11 bilhões — exatamente o mesmo valor gasto com o Tribunal.
  • Cerca de 700 juízes receberam mais de R$ 200.000 em um único mês em 2025.
  • O “rei dos penduricários” mineiro: renda anual acima de R$ 2 milhões, média mensal de R$ 184.000.
  • O Ministério Público de MG gastou R$ 2,9 bilhões em penduricalhos entre 2003 e 2024.

Enquanto isso, policiais militares mineiros precisam fazer bico para se sustentar.

O desembargador investigado de MG: abuso, IA e supersalário (fevereiro de 2026)

Em 21 de fevereiro de 2026, Renan expôs o caso do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que autorizou um adulto a escapar da condenação por abuso sexual de menor (11–12 anos) com base no argumento de que havia “constituição de família” com aprovação dos pais.

Em 24 de fevereiro, Renan voltou ao tema revelando três novos elementos:

  1. O mesmo desembargador é investigado pelo CNJ por caso envolvendo seu próprio sobrinho de 14 anos. Uma segunda vítima estava sendo ouvida.
  2. A peça jurídica de absolvição tinha trechos gerados por inteligência artificial — o magistrado terceirizou o próprio trabalho para uma IA.
  3. O salário médio mensal do desembargador em 2025 foi de R$ 85.000 — acima do teto constitucional. “No judiciário brasileiro ninguém se dá mal.”

“Nós somos escravos dessa gente que defende essas coisas abjetas e estão muito distante da moral e da vontade do povo brasileiro.”

Ver 2026-02-21 - O TRIBUNAL DE MINAS RESOLVEU INOVAR e 2026-02-24 - ESSE CASO DE MG FICOU AINDA MAIS BIZARRO.

Episódio moral

Em Minas, Renan cita o desembargador que casou uma menor vítima de estupro com seu estuprador como o caso mais chocante moralmente — mas argumenta que o problema fiscal é ainda mais abrangente e impactante para o trabalhador comum.

”O juiz serve apenas para fazer justiça”

A formulação central de Renan sobre o tema:

“Eu não quero viver num país em que o juiz leva o teu salário. O juiz serve apenas para fazer justiça e só.”

Renan afirma que está em posição de reformar o judiciário porque, ao contrário de Lula e Flávio Bolsonaro, não tem “rabo preso” com magistrados.

Relação com as propostas para o STF

O tema é extensão natural das Propostas para o STF, que focam na estrutura de poder do Supremo. Aqui o problema tratado é o custo financeiro de toda a cadeia judicial — primeiro e segundo graus, Ministério Público, desembargadores.

Supersalários da Câmara: R$ 77 mil para funcionários (fevereiro de 2026)

Em 4 de fevereiro de 2026, o presidente da Câmara, Hugo Mota (de Patos, Paraíba), aprovou um dos primeiros projetos do ano legislativo: funcionários concursados da Câmara — que já recebem os maiores salários do funcionalismo público no Brasil — passaram a ter permissão de receber acima do teto constitucional, chegando a R$ 77.000 mensais.

O relator do projeto era Fraga, deputado do PL. O partido votou integralmente a favor. A justificativa: Senado, Ministério Público e Judiciário já têm penduricalhos similares, portanto o Legislativo não poderia “ficar de fora”.

O único parlamentar a discursar contra foi Kim Kataguiri (Partido Missão):

“Sabem que é impopular, sabem que o povo não quer isso aqui. É aumento de salário pro próprio poder legislativo.”

Renan anunciou que ingressaria com ação judicial ao lado de Kim para impedir o pagamento. Prometeu ainda que, em seu governo, durante a crise fiscal, aprovaria projeto para cortar os salários do topo do funcionalismo e dos políticos como forma de dar exemplo antes de pedir sacrifício à população.

Ver 2026-02-04 - DEPUTADOS VOTAM PARA AUMENTAR SALÁRIO ATÉ R$77 MIL PARA FUNCIONÁRIOS DA CÂMARA.

Investigação de Marcola prescreveu após 16 anos (dezembro de 2025)

Em 2025-12-13 - TEMOS O JUDICIÁRIO MAIS CARO DO MUNDO…, Renan usa a notícia de que uma investigação de 174 réus por associação criminosa envolvendo Marcola prescreveu após 16 anos — simplesmente porque os investigadores “não conseguiram citar um cara” — para ilustrar o colapso entre custo e entrega do judiciário.

O dado comparativo: o Brasil gasta, em porcentagem do PIB, 10 vezes mais em judiciário do que a Argentina — e a Argentina “também é conhecida por ser um país de privilégios.” Renan resume: “Pagamos para ter a justiça mais cara do mundo. Os caras ganham os mundos e fundos com todas as verbas indenizatórias e não conseguem resolver nem o mais óbvio.”

A proposta requerida: presidente que enfrente o judiciário, reduza os gastos, corte “penduricados” e estabeleça obrigação de resultados para magistrados.

Casos anteriores (setembro de 2025)

Em 10 de setembro de 2025, Renan narra o caso de um criminoso que atirou em um policial durante operação em Paraisópolis (SP), tomou sua arma, foi preso em flagrante mas solto por uma juíza que considerou que “ele tem bons antecedentes.” Renan propõe prisão perpétua ou pena de morte para quem tenta matar policial e critica que mesmo havendo leis para prender o réu, juízes se sentem livres para soltá-lo. Ver 2025-09-10 - Prepare-se para ficar revoltado.

Em 12 de setembro de 2025, Renan exibe imagens de uma juíza conversando de forma intimista com um réu chamado “Caio” — homicida com duas passagens por homicídio e tráfico. Revela que a juíza recebeu R$ 700.000 naquele ano. Questiona a audiência: “Vocês não estão odiando o sistema suficiente.” Ver 2025-09-12 - Até quando você vai aguentar esse esculacho.

Fontes