RENAN AO VIVO - MARCHA DOS PREFEITOS EM BRASÍLIA

Live da participação de Renan Santos no painel de presidenciáveis da 27ª Marcha dos Prefeitos, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em Brasília. O formato incluiu 5 minutos de saudação, 4 minutos por pergunta (sorteada), e 5 minutos de considerações finais. Inclui também coletiva de imprensa pós-evento.

Discurso principal — municipalismo e reforma política:

Renan apresenta-se como “reformador”, não como “antissistema”. Propõe uma relação entre governo federal e municípios baseada em metas de desempenho: municípios que batem indicadores (IDEB, cobertura de esgoto, PIB local) recebem mais recursos; o fundo partidário passa a ser condicionado ao desempenho dos prefeitos, não à quantidade de deputados eleitos. O deputado serve o prefeito, não o contrário.

Reconhece que municípios sem atividade econômica precisarão ser fundidos. Para os demais, o foco é articular agricultura, serviços e frentes de trabalho. Cita Sobral (CE) como exemplo de industrialização interna do sertão nos anos 1990.

Propõe alterar o artigo 167, parágrafo 7 da Constituição para que a União não possa jogar despesa nos municípios sem a correspondente fonte de receita.

Revolução das terras raras e IA:

Na coletiva, responde a pergunta sobre terras raras: Brasil tem 20% das reservas mundiais mas nenhum controle sobre o processamento. A proposta é um marco regulatório que obrigue a construção da cadeia produtiva no Brasil — do mineral ao ímã, passando pela bateria para automóveis elétricos. Parceria com EUA, mas sem vender matéria-prima bruta: “vamos produzir a turbina do avião deles aqui”. Cita o projeto MAGBRAS como iniciativa pioneira nacional.

Alerta que a IA vai eliminar boa parte dos empregos como os conhecemos — e que o antídoto é aproveitar as terras raras e a energia renovável do Norte/Nordeste para criar data centers e cadeias produtivas de alto valor que não desaparecerão.

Pacto federativo (pergunta sorteada):

Responde com contundência: não apoiará nenhuma proposta que crie despesas para os municípios sem fonte de financiamento correspondente. Classifica essa prática como “picaretagem de marketing eleitoral” e “empurra-empurra”. Compromete-se a reformar a Constituição nesse ponto.

Coletiva — STF, dosimetria e Bolsonaro:

Afirma que foi a favor da dosimetria quanto ao mérito (crimes foram cometidos), mas critica a forma jurídica “exótica” usada por Moraes. Uma nova dosimetria proposta pelo Congresso “não terá inimigo em mim”. Não defende anistia pura e simples — “quem organiza crimes políticos precisa ser punido, tanto MSTI quanto verde e amarelo”.

Sobre o STF: mesmas propostas já declaradas em outros vídeos — fim de monocráticas, filtro de entrada, tribunal para foro privilegiado com desembargadores sorteados de outros estados. Defende que o executivo precisa recuperar seu poder de execução.

Sobre segundo turno:

Recusa a pergunta sobre preferência entre PT e Bolsonaro no segundo turno. Afirma que lutar para ir ao segundo turno é a única postura coerente para quem tem voluntários panfletando sem receber nada. Compara a ebola com ser atropelado por uma carreta: “em ambos os casos se dá muito mal.”

Temas

Posições defendidas

Fonte

URL: https://www.youtube.com/watch?v=HhWVnuqCcmw Data: 2026-05-21