Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal, apresentado por Renan Santos como figura central do que ele chama de “sabotagem institucional” do STF e como protagonista das manobras de proteção no Escândalo Banco Master.
Nota: esta página reúne apenas afirmações feitas por Renan Santos em seus vídeos. As acusações são reprodução das declarações dele; quando possível, liga-se à fonte exata. Nenhuma aqui é verificada independentemente por este wiki.
Derrubada da dosimetria: Moraes como arquiteto e traidor do acordo (maio de 2026)
Em 9 de maio de 2026, Renan analisa a decisão de Moraes de derrubar a dosimetria aprovada pelo Congresso para os condenados do 8 de Janeiro — decisão classificada como “abusiva e sem sentido.”
O elemento novo: a declaração de Flávio Bolsonaro revelou que o próprio Moraes redigiu o texto da dosimetria que o Congresso aprovou — e depois a derrubou unilateralmente. O accordão incluía a extinção da CPI do Banco Master como contrapartida ao beneplácito de Moraes.
A análise de Renan: Moraes usa formalismos para derrubar o ato legislativo do Congresso, mas esses mesmos formalismos desaparecem quando o STF se auto-investiga (inquérito das fake news, em que Moraes é defensor, acusador, vítima e juiz ao mesmo tempo). O agravante: tudo isso acontece enquanto Moraes é citado no maior escândalo de corrupção da história brasileira.
“Esse exercício de força precisa ter consequência. O Congresso, se tiver o mínimo de dignidade, tem que reafirmar a decisão.”
Ver 2026-05-09 - Xandão derrubou a dosimetria e 2026-05-10 - Flávio Bolsonaro confessou o acordo com o Alexandre de Moraes.
Condenação de Eduardo Bolsonaro: voto de vingança (abril de 2026)
Em 17 de abril de 2026, Moraes votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro por declaração de 2021 sobre Tabata Amaral — crítica de lobby à relação entre a campanha dela e o fabricante de absorventes. Renan — mesmo sendo adversário de Eduardo — classifica o voto como “uma vingança, um ataque por conta da relação atribulada que ele tem com o Eduardo,” não uma decisão fria e técnica.
Risco prático identificado por Renan: além de pena de prisão, Eduardo pode perder direitos políticos — o que Renan sugere ser o objetivo real, em paralelo à perseguição ao senador Alessandro Vieira.
Ver 2026-04-17 - Eduardo Bolsonaro será preso!.
Relação com Daniel Vorcaro e o Banco Master
No vídeo 2026-04-02 - A OPERAÇÃO MARMELADA começou, Renan afirma que Moraes teve que responder publicamente sobre viagens no avião de Daniel Vorcaro e negou envolvimento, mas que, segundo Renan, foram oito viagens documentadas.
A página do Escândalo Banco Master detalha ainda:
- Contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e Viviane Barce (esposa de Moraes), descrito como valor “absolutamente fora de mercado”.
- Mensagens secretas: Vorcaro falava em “bloquear algo” e Moraes respondia com três mensagens cifradas — segundo Renan, evidência de proximidade indevida.
- Encontros em Trancoso (BA).
Ver 2026-03-08 - O que um país sério tem que fazer com Alexandre de Moraes.
A manobra contra a delação premiada
No vídeo 2026-04-09 - Xandão quer mudar delação premiada (fonte anterior ao batch atual), Renan acusa Moraes de ter pautado uma ação movida por advogados do PT em 2021 que pede o fim da delação premiada — precisamente às vésperas da delação de Daniel Vorcaro. Renan caracteriza a manobra como tentativa de se proteger pessoalmente.
O vídeo 2026-04-02 - A OPERAÇÃO MARMELADA começou é a atualização dessa linha: ministros do STF estariam dizendo publicamente que a delação “não vai funcionar” porque a PGR exigiria “multa gigantesca” de Vorcaro — o que Renan interpreta como mensagem de intimidação.
Enquadramento maior
Renan menciona Moraes como exemplo paradigmático do que acusa ser a lógica do STF:
- Recusa a sofrer impeachment — Flávio Bolsonaro defende Moraes publicamente quando diz que “não acho que o caminho seja fazer impeachment de ministro”. Ver 2026-04-01 - Quero conversar com você, eleitor bolsonarista.
- “Dias Toffoli e Alexandre de Moraes” é a dupla que Renan diz que “um enfrentamento correto ao STF” removeria do tribunal.
Decisões judiciais criticadas
Além das manobras ligadas ao Banco Master, Renan critica Moraes por:
- Adaptação de prova física em concurso para delegado para candidato com nanismo: Renan classifica a decisão como “completamente maluco” — se o candidato não cumpre os requisitos padrão, a prova adaptada é inútil para avaliar a aptidão para o cargo. Ver 2026-03-19 - ANÃO DELEGADO, MINHA OPINIÃO.
- Tratamento de Jair Bolsonaro: Renan acusa Moraes de transformar o processo em “vendeta pessoal, revanche, vingança” em vez de buscar equilíbrio republicano — pedindo que Bolsonaro seja ao menos liberado do isolamento por razões humanitárias. Ver 2026-03-15 - Minha posição sobre a doença de Bolsonaro e o STF.
Kim Kataguiri convoca Moraes e sua esposa (março de 2026)
Kim Kataguiri apresentou convocação formal de Alexandre de Moraes para depor na CPMI do INSS: “Eu quero ver o ministro Alexandre de Moraes na minha frente.” Kataguiri também convocou Viviane Barce (esposa de Moraes) para explicar o contrato de R$ 130 milhões com Vorcaro.
O obstáculo: o Senado que poderia processar o impeachment é controlado por nomes “curiosamente todos envolvidos com a turma do Banco Master” (Colombo, Rodrigo Pacheco, Jaques Wagner, Flávio Bolsonaro). Assim, a convocação tem impacto político mas não mecanismo efetivo de punição, segundo Renan.
Ver 2026-03-08 - O que um país sério tem que fazer com Alexandre de Moraes.
O apelo de Renan (março de 2026)
Em 5 de março de 2026, Renan — que foi por breve período aluno de Moraes na Faculdade de Direito da USP — publicou um apelo direto pedindo o fim do Inquérito das Fake News. Reconhece Moraes como professor que “inspirou pessoas”, mas afirma que o inquérito tornou-se instrumento de chantagem política nas mãos de figuras como Vorcaro. Pede o retorno ao estado democrático de direito, admitindo que não acredita que o apelo será atendido. Ver 2026-03-05 - APELO AO ALEXANDRE DE MORAES.
Mensagens confirmadas pela Globo
Em 7 de março, a Rede Globo — usando software independente — confirmou que o número de telefone que trocou mensagens com Vorcaro correspondia ao de Alexandre de Moraes, que havia emitido nota oficial negando as conversas. O ministro não apenas visualizou as mensagens como respondeu com emojis de aprovação. Renan compara a negação de Moraes à estratégia de “Stalin apagando fotos de Trotsky”. Ver 2026-03-07 - Acredite se quiser - a rede Globo está salvando o Brasil.
Inquérito das Fake News como instrumento de pressão
Mensagens de Vorcaro revelam que ele ameaçou enviar um site de extrema esquerda para o Inquérito das Fake News após brigar com seus editores — sugerindo que conhecia os meios de acionar o inquérito contra adversários. Renan formula isso como perguntas, não afirmações, mas aponta que “a própria credibilidade do inquérito começa a ir a cheque”. Ver 2026-03-05 - ESSE PODE SER O FIM DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS.
Presença no casamento Tabata-João Campos (fevereiro de 2026)
Em 22 de fevereiro de 2026, Renan usa a presença de Moraes no casamento de Tabata Amaral com João Campos como evidência de um padrão de proteção mútua entre o STF e oligarquias políticas. João Campos enfrenta investigação de corrupção em Recife que chegou ao STF — e, segundo Renan, foi arquivada. Tabata, ao comentar o Escândalo Banco Master, omitiu as conexões com STF e PT.
Ver 2026-02-22 - O QUE ALEXANDRE DE MORAES FAZIA NO CASAMENTO DA TABATA AMARAL COM O JOÃO CAMPOS e Casamento Tabata Amaral e João Campos.
Moraes como “elemento de proteção” do Banco Master (janeiro de 2026)
Em 15 de janeiro de 2026 — antes dos vídeos mais elaborados de fevereiro —, Renan formula pela primeira vez a tese de que Moraes atua como protetor dos envolvidos no escândalo. Apresenta três “coincidências” que, segundo ele, deveriam preocupar a todos:
- Familiares de Moraes têm empresas ligadas ao fundo Reag — descrito como fundo com “grande proximidade com o PCC e com o Banco Master”.
- Moraes voou de jatinho com Augusto de Arruda Botelho, advogado do Banco Master.
- Após a prisão de Fabiano Zettel, Moraes foi a público questionar a operação da PF — apontando possíveis nulidades e demora — em vez de apoiar a investigação.
Renan classifica a postura de Moraes como a de um “elemento de proteção e acobertamento” que poderia criar “questiúnculas jurídicas” para anular as prisões. Prefacia a declaração dizendo que pode ser preso por fazê-la — mas faz mesmo assim.
Ver 2026-01-15 - POSSO SER PRESO POR FALAR ISSO SOBRE O BANCO MASTER.
Primeiros alertas sobre Moraes no escândalo (fevereiro de 2026)
Em 14 de fevereiro de 2026, Renan anuncia que um relatório da PF com conversas de Vorcaro e Fabiano Zettel com Moraes estava prestes a ser divulgado. Com base no padrão do que aconteceu com Toffoli (conversas revelaram pagamentos), Renan espera que as conversas de Moraes sejam “desabonadoras”.
Renan descreve a estratégia de Moraes naquele momento: derrubar Toffoli para salvar os demais envolvidos, ganhando credibilidade com Centrão, PT e governo. “Alexandre de Moraes, pela primeira vez em toda sua carreira no STF, está na defensiva.”
Ver 2026-02-14 - CHEGOU A VEZ DO ALEXANDRE DE MORAES.
Em 17 de fevereiro, Renan aponta Moraes como líder da decisão de vazar dados de servidores da Receita Federal que investigavam ministros — “retaliação” e sinal de que “não há mais lei no Brasil”. Ver 2026-02-17 - URGENTE - STF vaza dados de servidores.
A ligação para Galipolo e o contrato da esposa (dezembro de 2025)
Em 2025-12-23 - Banco Master é o fim da República, Renan repercute reportagem da jornalista Malu Gaspar revelando que Moraes ligou para Gabriel Galipolo (presidente do Banco Central) para tratar do caso Banco Master. Renan conecta essa ligação ao fato de que a esposa de Moraes, Viviane Barce, recebeu um contrato de “cento e poucos milhões de reais” para cuidar dos interesses do banco. A conclusão: o contrato pode ter sido para que Moraes fizesse lobby junto ao Banco Central usando sua prerrogativa de ministro do STF.
Renan enquadra o episódio como prova de que “a República Brasileira acabou” e como o marco que torna o Banco Master pior do que a Lava-Jato: envolve STF, petistas e bolsonaristas simultaneamente, com silêncio bipartidário — incluindo Nikolas Ferreira, que “cadê o vídeo com fundo preto?”
O “grande acordão” da Magnitsky: Moraes entre os beneficiados (dezembro de 2025)
Em 2025-12-12 - TRUMP RETIROU MAGNITSKY DO ALEXANDRE DE MORAES!, Renan apresenta sua teoria do “grande acordão” que resultou na retirada das sanções Magnitsky de Alexandre de Moraes pelos EUA de Trump. Segundo Renan, cada ator ganhou algo: Trump levou a Venezuela sem dar um tiro; os Bolsonaros tiraram Tarcísio do jogo; Lula resolveu as terras raras e ganhou imagem de negociador; Joesley ganhou nos EUA; Moraes teve as sanções retiradas.
A consequência para Renan: Flávio é candidato porque Moraes — assim como Trump e Lula — o quer na disputa, pois Flávio perde no segundo turno e mantém a base bolsonarista controlada. “É um acordo bom para quase todo mundo. Só não é bom para você.”
Renan também menciona que em dezembro de 2025 Tarcísio de Freitas trocava “risadinhas e afagos” com Moraes e com Lula — o que, na sua leitura, confirma que Tarcísio é a “candidatura do sistema” e não um opositor real. Ver 2025-12-14 - Sobre a treta Tarcísio x Flávio Bolsonaro.
Fontes principais
- 2025-12-12 - TRUMP RETIROU MAGNITSKY DO ALEXANDRE DE MORAES!
- 2025-12-23 - Banco Master é o fim da República
- 2026-02-14 - CHEGOU A VEZ DO ALEXANDRE DE MORAES
- 2026-02-17 - URGENTE - STF vaza dados de servidores
- 2026-03-08 - O que um país sério tem que fazer com Alexandre de Moraes
- 2026-04-09 - Xandão quer mudar delação premiada
- 2026-04-02 - A OPERAÇÃO MARMELADA começou
- 2026-04-01 - Quero conversar com você, eleitor bolsonarista
- Escândalo Banco Master
- STF e Ativismo Judicial
- 2026-03-07 - Acredite se quiser - a rede Globo está salvando o Brasil
- 2026-03-05 - APELO AO ALEXANDRE DE MORAES
- 2026-03-05 - ESSE PODE SER O FIM DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS
- 2026-02-22 - O QUE ALEXANDRE DE MORAES FAZIA NO CASAMENTO DA TABATA AMARAL COM O JOÃO CAMPOS