Jair Bolsonaro

Quem é: Jair Messias Bolsonaro, presidente da República de 2019 a 2022, fundador do PL (junto com Valdemar Costa Neto). Para Renan Santos, é uma figura ambivalente: um ex-aliado que traiu o movimento anticorrupção ao destruir a Lava-Jato para proteger a família, mas que ainda assim merece tratamento humanitário — “não quero tripudiar de um idoso”.

“Eu acho que o Jair Bolsonaro foi um covarde e que os filhos deles são criminosos, especialmente Flávio.”

Nota: esta página reúne exclusivamente afirmações feitas por Renan Santos em seus vídeos. As acusações são reprodução das declarações dele, não verificações independentes deste wiki.

A traição ao movimento anticorrupção

Renan Santos reivindica o protagonismo do MBL nos eventos que levaram Bolsonaro ao poder — e que Bolsonaro teria traído:

  • O MBL liderou as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff (2016) e defendeu a prisão de Lula em 2018, “quando Lula foi preso.”
  • Bolsonaro se beneficiou desse ambiente político sem ter participado de forma central.
  • Uma vez no poder, Bolsonaro destruiu a Lava-Jato para proteger Flávio Bolsonaro da investigação da rachadinha. Para Renan, isso é o núcleo da traição:

“Quem soltou o Lula foi o Bolsonaro — em nome da salvação do Flávio, que é corrupto.”

“A Lava-Jato teria ‘morrido quando Flávio foi pego na rachadinha e o pai destruiu a operação para salvá-lo.‘”

A manobra envolveu Flávio peticionando ao STF junto com Dias Toffoli em 2019 para retirar o COAF das investigações — o que salvou não apenas Flávio, mas também outros corruptos investigados, e abriu caminho para a soltura de Lula.

“Jair Bolsonaro destruiu a Lava Jato para salvar o Flávio, porque aqueles imóveis comprados com dinheiro roubado tinham que continuar com a família deles.”

Ver 2026-01-12 - RENAN RESPONDE SE APOIARIA O FLÁVIO BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO, 2026-02-14 - FAMÍLIA BOLSONARO QUER DEFENDER DIAS TOFFOLI e 2026-02-01 - FLÁVIO BOLSONARO DESTRUIU A NOSSA REVOLUÇÃO.

O atentado e as sequelas

Em setembro de 2018, Bolsonaro sofreu uma facada durante evento de campanha. As sequelas físicas do atentado são mencionadas por Renan como contexto permanente — especialmente após a prisão de Bolsonaro, quando argumenta que o ex-presidente “passará por graves problemas de saúde por conta das decorrências da facada.”

Ver 2026-01-09 - Resposta para Daniela Lima.

A prisão: tom melancólico (novembro de 2025)

Em novembro de 2025, Bolsonaro foi preso. Renan recusou tanto a celebração quanto a defesa política, adotando um tom que descreveu como “melancólico”:

“É perceptível o fim melancólico, não só do inquérito Alexandre de Moraes, que tem aí o seu grande momento. E o grande momento foi levar pra cadeia um homem doente, muito doente, vivendo as consequências da facada.”

“Não houve glória pro Alexandre de Moraes, não houve glória para nenhum dos envolvidos, não há glória para nenhum dos sucessores. Quando a política é feita de maneira feia, as consequências serão feias, melancólicas.”

Renan também criticou os que esperavam a prisão de Bolsonaro para herdar seu eleitorado — nomeando Nikolas Ferreira como quem “finge que desfaqueia pelas costas nesse momento para disputar espaço.”

“Um grupo de pessoas da mais baixa qualidade, que apenas tá interessado em ver o homem ou morrer ou ser preso para assumir logo a liderança do movimento.”

Ver 2025-11-22 - Sobre a prisão do Bolsonaro.

A doença e o argumento humanitário (março de 2026)

Em março de 2026, Renan tomou posição pública sobre a saúde de Bolsonaro na prisão — defendendo tratamento humanitário mesmo sendo adversário declarado:

  • Bolsonaro estaria “naturalmente muito doente” — sequelas da facada somadas a possível depressão e ansiedade criariam condição próxima de “tortura em vida”.
  • O STF deveria retirá-lo do isolamento.
  • Renan invocou o precedente de Fernando Collor de Melo, que teve tratamento razoável do STF por problemas de saúde.
  • Criticou Alexandre de Moraes por transformar o julgamento em “vendeta pessoal” e “espécie de revanche.”

“Me parece que o senhor Alexandre de Moraes está tentando levar isso para uma contenda pessoal, para uma espécie de vendeta, uma revanche, uma vingança que ele quer ter do Bolsonaro.”

Fez questão de contextualizar: “não é aliado político de Bolsonaro”; “já teve a família perseguida pelo governo Bolsonaro”; “não está tentando fazer média.”

Ver 2026-03-15 - Minha posição sobre a doença de Bolsonaro e o STF.

Michele Bolsonaro e as decisões contrárias

Em março de 2026, Renan observou que Michele Bolsonaro estaria tomando “decisões políticas contrárias” às que Jair havia autorizado — especificamente o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

Ver 2026-03-15 - Minha posição sobre a doença de Bolsonaro e o STF.

Jair abandona Flávio (maio de 2026)

Em 14 de maio de 2026, após o vazamento do áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro e a multiplicação de versões contraditórias, Renan reportou que o próprio Jair Bolsonaro abandonou a candidatura do filho — o que foi lido como reconhecimento tácito dos problemas do escândalo.

Ver 2026-05-14 - JAIR BOLSONARO ABANDONA FLÁVIO BOLSONARO APÓS ÁUDIOS VAZADOS e Escândalo Banco Master.

A dosimetria como moeda de troca

Renan formula a tese de que o acordão que enterrou a CPI do Banco Master envolveu negociação sobre a dosimetria da pena de Jair Bolsonaro — com Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes como articuladores. Flávio teria “rabo preso” com o STF: sua carreira política existe porque Toffoli derrubou as provas do COAF na rachadinha e Gilmar Mendes criou manobra que travou o processo no foro privilegiado de Brasília.

Ver 2026-04-30 - Xandão e Alcolumbre enterraram a CPI do Master e Davi Alcolumbre.

”Covarde, mas não merece crueldade”

A posição consolidada de Renan sobre Jair Bolsonaro pode ser resumida em dois eixos:

Como político: “Foi um covarde” — traiu a revolução anticorrupção ao usar o poder para proteger a família. O MBL que o elegeu foi “traído” pela família Bolsonaro.

Como pessoa: Merece tratamento humanitário. Renan recusou fazer piada de sua queda na prisão (“estranho e cruel”), desejou sua recuperação, e defendeu que o STF aliviasse as condições de detenção por razões humanitárias.

“Eu desejo que o Bolsonaro melhore. O Bolsonaro não é um adversário a ser derrotado, porque se que é um adversário, ele tem que cuidar da vida dele.”

“Não faria isso nem sequer com um monstro como Lula. Porque eu quero derrotar os dois. Eu quero superar Lula, superar o Bolsonaro, fazer com que eles fiquem no passado.”

Pessoas e eventos relacionados

Fontes