Dias Toffoli

Ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado ao cargo em 2009 pelo presidente Lula. Renan Santos o trata como o centro da rede de relações entre o STF e o Escândalo Banco Master, e como um dos alvos prioritários de seu pedido de impeachment.

Nota: esta página reúne exclusivamente afirmações feitas por Renan Santos em seus vídeos. As acusações são reprodução das declarações dele, não verificações independentes deste wiki.

Deveria estar preso — a posição de Renan (abril de 2026)

Em 27 de abril de 2026, perguntado diretamente se ministros do STF deveriam estar presos, Renan afirma: sim, pelo menos dois ministros têm relações comprometedoras com Daniel Vorcaro — Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Cita contratos, depósitos, movimentações financeiras e reuniões com Vorcaro como evidências que “em qualquer lugar do mundo levariam impeachment e prisão.” Renan declara ter pedido o impeachment de Toffoli em quatro manifestações e sua prisão nas duas últimas.

Em 29 de abril de 2026, Renan argumenta que Flávio Bolsonaro não pode pressionar pelo impeachment de Toffoli justamente porque “tem rabo preso”: foi Toffoli quem anulou as provas do COAF que ameaçavam prendê-lo pela rachadinha.

Ver 2026-04-27 - O que eu penso sobre prisão de ministros do STF e 2026-04-29 - FLÁVIO É FRACO.

O resort Tayaya e a rede JBS (março de 2026)

Em 9 de março de 2026, Renan visita pessoalmente o resort Tayaya, no Paraná, e narra a cadeia de relações:

  • O resort era de propriedade de Toffoli (formalmente registrado em nome do irmão).
  • Em 2023, a JBS enfrentava acordos de leniência que não conseguia pagar. Recorreu ao STF e obteve decisão de Toffoli que poupou cerca de R$ 10 bilhões para a empresa.
  • Em 2025, o resort passou das mãos do grupo de Toffoli para Paulo Humberto Barbosa — o advogado da JBS.
  • O cassino do resort precisava de licença especial, que foi concedida pelo próprio Toffoli. O resort foi inaugurado pelo Ronaldo Fenômeno.
  • Ciro Nogueira atuou como principal lobista do cassino no Congresso — o mesmo Nogueira identificado como lobista do Banco Master em Brasília e amigo pessoal de Toffoli.
  • Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) realizou a primeira compra do resort junto com o advogado da JBS, via fundo Arlin.

“O Tayaya é o recanto da corrupção brasileira. É aqui que os interesses de toda essa turma se encontraram.”

Em 11 de março de 2026, Renan volta ao resort e documenta as máquinas caça-níqueis: a empresa operadora Pay Brokers doou R$ 400.000 para a campanha de Ratinho Júnior; o nome de Ratinho consta no contrato com a família Toffoli; o governador era garoto-propaganda do Cred, cartão consignado do Banco Master.

Ver 2026-03-09 - Eu fui no resort do Toffoli, o tal do Tayaya e 2026-03-11 - Vim no resort do Toffoli mostrar a parte de jogos.

O primeiro vídeo: cassino revelado (janeiro de 2026)

Em 21 de janeiro de 2026, Renan publica o primeiro vídeo detalhando a conexão Toffoli-Banco Master via resort. Descreve a cadeia de transferências formais de propriedade e afirma que a família de Toffoli ainda seria a detentora real do empreendimento. Denuncia o cassino ilegal no local e convoca manifestação para o dia seguinte na frente do Banco Master.

“O Diastofle [Dias Toffoli] não tem a menor condição de estar no STF.”

Ver 2026-01-21 - URGENTE - RESORT DO TOFFOLI TINHA ATÉ CASSINO.

A destruição do COAF e a proteção de Flávio (fevereiro de 2026)

Em 12 de fevereiro de 2026, Renan denuncia que Toffoli anulou todas as provas coletadas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro — investigado pela rachadinha. Renan conecta o episódio de 2026 com o padrão de 2019:

  • Em 2019, Toffoli invalidou a prisão do empresário Vácari e todos os atos da Lava-Jato contra ele.
  • Derrubou multa de R$ 8 bilhões contra a Odebrecht.
  • Derrubou acordo com a JBS (irmãos Batista).
  • O fundamento usado foi “conflito de interesse” — relação informal de juízes e promotores em grupos de Telegram.

Para Renan, a contradição é flagrante: Toffoli considerou esse contato informal suficientemente grave para derrubar a Lava-Jato, mas não vê problema em ter viajado de jatinho com Augusto de Arruda Botelho (advogado do Banco Master) nem em ter recebido dinheiro dos suspeitos via empresa com seus irmãos.

“Isso é um absurdo, isso é uma piada. Esse cara só tá fazendo isso porque ele acha que o Brasil é um país da impunidade.”

Ver 2026-02-12 - TOFFOLI DESTRÓI TRABALHO DO COAF e 2026-02-12 - TOFFOLI NÃO VAI ABANDONAR O CASO DO BANCO MASTER.

A ruptura PT-Toffoli e o “acordão” (fevereiro de 2026)

Em 12 de fevereiro de 2026, Renan analisa o racha entre PT e Toffoli: o PT foi forçado a escolher entre salvar Toffoli e salvar o Lula — e escolheu sacrificar Toffoli. Os principais vazamentos do escândalo vieram de Daniela Lima e Mônica Bérgamo, jornalistas ligadas ao PT. O Itaú, BTG e a Globo também ficaram incomodados com a expansão do Banco Master em seus espaços.

Em 13 de fevereiro de 2026, Renan denuncia o que chama de “acordão”: um impeachment de Toffoli sendo articulado como bode expiatório para o restante dos envolvidos escapar. O acordo envolveria PT, Centrão (indicando o senador Rodrigo Pacheco para ocupar a vaga) e Alexandre de Moraes — todos saindo ilesos enquanto Toffoli cai sozinho. Renan alerta que Toffoli teria gravado conversas com outros ministros e poderia usar o material para chantagear, tornando a queda mais custosa.

“Não podemos aceitar esse acordão. Pegar o Toffoli seria o prêmio de consolação que salvaria a vida de todo mundo.”

Ver 2026-02-12 - O BICHO TÁ PEGANDO ENTRE PT E DIAS TOFFOLI e 2026-02-13 - ACORDÃO PARA DERRUBAR O MINISTRO DIAS TOFFOLI.

Flávio Bolsonaro defende Toffoli (fevereiro de 2026)

Em 14 de fevereiro de 2026, Renan expõe que Flávio e Carlos Bolsonaro fizeram campanha nas redes sociais para manter Toffoli no cargo. O argumento de Flávio: melhor manter Toffoli do que arriscar Lula nomear substituto pior. Renan rebate: a queda de Toffoli envolveria o Centrão indicar Rodrigo Pacheco — não uma escolha unilateral de Lula.

Renan detalha o histórico de 2019: Flávio peticionou no STF junto a Toffoli para retirar o COAF das investigações da Lava-Jato — o que salvou o próprio Flávio da rachadinha. Desde então, Flávio derrubou a CPI da Lava-Toga no Senado e passou a agir como aliado direto do STF.

Ver 2026-02-14 - FAMÍLIA BOLSONARO QUER DEFENDER DIAS TOFFOLI.

Pessoas e eventos relacionados

Fontes (cronológico decrescente)