Escola simula motel em São João Batista
Renan Santos usa a viralização de um vídeo de uma escola em São João Batista (MA) — onde crianças simulavam práticas de motel com aprovação dos professores — para expor o que chama de “iceberg” de um problema nacional: cidades pequenas corruptas e inviáveis sustentadas com dinheiro federal.
O caso em números
São João Batista tem 18.000 habitantes, mas:
- Apenas 11% da população tem acesso à água potável.
- Zero de cobertura de saneamento básico (não há nem plano).
- Resultados nos rankings nacionais de educação: 19% a 30% de adequação (já péssimos em comparação nacional).
Com esse quadro, o prefeito — chamado “Messinho” — estava investindo em reforma de estádio com emendas federais e realizando carreatas com recursos de origem suspeita.
As conexões políticas
O prefeito Messinho é aliado de Everton Rocha, descrito por Renan como “o pivô, o nome central do escândalo do INSS”. Renan sugere que o ciclo de desvio funciona assim: emendas parlamentares chegam ao município → parte é desviada → o prefeito faz campanha com o restante e compra votos. Messinho estava sendo investigado por compra de voto.
A proposta
Renan usa o caso para reiterar:
- Fusão de municípios: São João Batista “não deveria existir” como município independente.
- Interventor para cidades com indicadores péssimos que reelegem o mesmo prefeito corrupto.
- Fim do financiamento federal de cidades incapazes de se sustentar.
“A cidade do Messinho não tem apenas a escola da merda. Ela é na prática uma grande merda orçamentária.”