Não é só em favela que tem gente com mau gosto

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Renan Santos estende o debate sobre a refavelização para além da questão habitacional: o problema, segundo ele, é cultural e atravessa todas as classes sociais brasileiras.

O argumento central

Depois da polêmica do vídeo sobre a favela que voltou a ser favela, Renan recebeu críticas de que estaria sendo “elitista”. Sua resposta: a mentalidade favelada não é exclusiva do morador de favela.

Ele mostra imagens de imóveis de classe média onde o proprietário fez intervenções arquitetônicas que, embora dentro da lei, pioraram visualmente o espaço. A motivação, segundo Renan, é a mesma: uma cultura que “caminha pro burlesco, pro feio, pra ostentação vazia e vagabunda.”

A crítica cultural mais ampla

“Músicas de mau gosto, influenciadores de mau gosto, políticos de mau gosto, comidas de mau gosto.”

Renan lista como exemplos de “gororoba cultural”: políticos como Bolsonaro, Lula, Nikolas Ferreira e Érika Hilton; influenciadores como Virgínia e Neymar; “vendedor de curso” como Pablo Marçal.

A solução que propõe vai além da habitação:

“Para resolver os nossos problemas, não é só tornar as pessoas mais ricas, não só tornar as pessoas mais capazes, é aumentar o espírito delas, melhorar a imaginação delas.”

Conexão com o programa

O Partido Missão, segundo Renan, quer “reformar as cidades brasileiras para que elas sejam melhores e mais bonitas” — conectando urbanismo, estética e formação cultural.

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