PRECISAMOS FUNDIR AS CIDADES URGENTE

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Renan Santos usa dois pequenos municípios do Rio Grande do Norte como exemplo concreto do que chama de “ficção” da Federação Brasileira: pequenas cidades vizinhas com pouquíssimos habitantes, baixo IDH e infraestrutura precária — cada uma com sua própria estrutura de governo e orçamento próprio.

O caso concreto

  • Caiçara do Norte: 6.000 habitantes; metade sem água encanada e sem esgoto; IDH baixo.
  • São Bento do Norte: 3.000 habitantes; apenas 1.000 com água; sem esgoto; IDH baixo.

As duas cidades estão a 15 minutos a pé uma da outra. Juntas, têm menos de 10.000 habitantes — e cada uma conta com uma câmara de vereadores (mínimo de 9 vereadores cada), um prefeito, uma estrutura administrativa completa.

“As duas se juntar não vão dar uma cidade. A gente vai precisar fundir elas com mais umas três, quatro para transformar em município.”

O custo para o contribuinte

Renan estima que o orçamento federal destina cerca de R$ 40 milhões para cada uma dessas cidades — para financiar uma estrutura municipal que, na prática, serve de cabide de emprego político.

“Tira lá do teu imposto, pega 40 milha e manda para uma cidade que não deveria existir.”

As praias da região são descritas como paradisíacas, mas a gestão municipal precária impede qualquer desenvolvimento — muros pintados com propaganda eleitoral e vereadores que não entregam serviços básicos.

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