Saiu o mapa do PIB per capita

Assistir no YouTube

Vídeo em que Renan analisa o novo mapa de renda per capita dos estados brasileiros, identificando as linhas de divisão econômica e propondo a tese de que resolver o Nordeste é a chave para reformar a política nacional.

As duas linhas do Brasil

O mapa apresenta uma divisão clara: o Brasil do Norte-Nordeste (renda baixa) e o Brasil do Centro-Sul (renda alta). Observações de Renan:

  • Rondônia como surpresa positiva — renda alta graças ao agronegócio organizado, mesmo sendo estado do Norte.
  • Brasília como surpresa negativa — renda quase o dobro de Santa Catarina, mas “produz nada”: é onde vive a “elite do funcionalismo público” que vive “de recursos extraídos do restante da população.”
  • Maranhão com menos de 1/3 da renda per capita de São Paulo — e ainda assim, segundo Renan, um dos estados mais privilegiados no pacto federativo: “a federação põe mais dinheiro onde o dinheiro rende menos.”

A leitura política: ciclo de pobreza e controle eleitoral

Para Renan, a má alocação de recursos no pacto federativo é “do ponto de vista do investimento, uma decisão estúpida, mas do ponto de vista político para controlar as pessoas, bem esperta.” A população não se revolta, continua votando nos mesmos políticos e obtém os mesmos resultados — quem quer mudar de vida migra.

O mapa de migração interna confirma: todo o Nordeste exceto a Paraíba exporta população para outros estados.

O Nordeste como chave política

“Tá muito claro para mim que quem resolver a equação do Nordeste vai resolver quase todos os problemas políticos e sociais do Brasil. Resolver o Nordeste é fazer com que menos políticos vagabundos do Centrão cheguem em Brasília e atrapalhem a boa alocação de recursos.”

O Nordeste mais dinâmico também votaria menos no PT, teria renda per capita mais alta, receberia migrantes de outras regiões e estabeleceria “um país mais harmônico.”

O Matopiba como prova do conceito

Renan usa a região do Matopiba (porção do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) como prova: ao aplicar a agricultura organizada, a região mudou o IDH, as pessoas passaram a viver melhor, têm renda per capita mais alta — “e estão parando de votar no PT.”

A proposta

“Vamos pegar o que funciona e aplicar onde não funciona.” O argumento é que o modelo do agronegócio organizado e da classe média trabalhadora pode e deve ser replicado no Nordeste.

Fontes