Você já ouviu falar de Turilândia
Renan usa o escândalo de Turilândia (MA) para aprofundar sua proposta de fusão de municípios e intervenção federal em cidades inviáveis.
O caso Turilândia
O prefeito Paulo Curió, com apoio da esposa, de todos os vereadores da Câmara e do pai ex-político, montou um esquema de empresas fantasmas que desviou R$ 56 milhões do orçamento do município. Curió chegou a estar foragido. O escândalo envolveu o aparato político praticamente completo da cidade.
O detalhe que Renan destaca: o dinheiro roubado não foi extraído da cidade — foi extraído dos repasses federais pagos por contribuintes de outros estados. “O dinheiro roubado foi extraído de gente de outros estados que nem sabe onde fica a Turilândia.”
O diagnóstico por trás do caso
Turilândia serve como exemplo de cidade que, segundo Renan, “não deveria existir como ente federativo”:
- Salário médio equivalente a 30% do salário mínimo.
- 97% do orçamento vem de fora — repasses federais e recursos de estados produtivos.
- IDH comparável ao de países pobres da África, como Uganda.
- Nenhuma capacidade de autoadministração ou de fiscalização da gestão.
Para Renan, quando a população não tem condições de avaliar como é administrada, o modelo de voto democrático simples “não funciona”: “Quem paga a banda escolhe a música. Se o dinheiro vem de fora, é correto que seja investido à maneira das pessoas de fora.”
A proposta
- Fundir cidades como Turilândia com outras cidades vizinhas em unidades administrativas maiores e mais viáveis.
- Nomear um interventor federal que administre até que a cidade atinja um patamar mínimo, momento em que os moradores voltariam a votar.
- Aplicar o mesmo modelo a “esse monte de Turilândias espalhadas pelo Brasil” — interior do Maranhão, Piauí, parte do Nordeste, Minas Gerais e Norte.
