Novas Informações Sobre o Caso do Cão Orelha

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Atualização sobre o caso do cão Orelha: a juíza responsável interceptou os celulares dos jovens acusados e confirmou a suspeita de que o assassinato do animal fazia parte de um jogo de sadismo organizado no Discord.

O que a juíza encontrou

  • Transmissões ao vivo de ataques e assassinatos de animais, com audiências de 500 a 700 espectadores simultâneos
  • Relatos de outros casos similares, sugerindo que o de Orelha não era um episódio isolado
  • Com os celulares em posse da juíza e o sigilo quebrado, a dimensão completa do que ocorre nesses servidores começa a ser mapeada

A proximidade entre delegado e advogado de defesa

Renan aponta uma irregularidade: o delegado Ulisses, responsável pelo caso, aparece em foto conjunta com o advogado Alexandre Cali, que defende dois dos jovens acusados. Para Renan, o delegado teria “atuado de maneira um tanto quanto claudicante” na investigação.

A “operação abafa” das famílias

“Os rapazes não apenas premeditaram o caso, mas após realizá-lo entraram em contato com suas famílias, que montaram uma verdadeira operação abafa.”

O episódio revela, segundo Renan, o patrimonialismo catarinense:

“Mesmo Santa Catarina, que costuma se orgulhar de ser um estado diferente de outros lugares do Brasil, passa pelos mesmos problemas de patrimonialismo, de compadrio, de proximidade entre as elites e as autoridades. Isso faz com que Santa Catarina, nesse sentido, seja tão parecida como qualquer lugar do Maranhão.”

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