Precisamos falar algo delicado…
Renan aborda a relação entre ausência paterna e criminalidade juvenil, citando estudo da FGV e propondo política pública sobre responsabilidade parental.
A tese principal
“A pergunta que eu deixo para vocês é: por que nunca é o pai?”
Renan parte de cenas de mães acompanhando filhos presos e argumenta que, para além da impunidade, o segundo maior motivo de um jovem entrar para o crime é a ausência da figura paterna — e que esse fator pesa mais do que desigualdade social ou pobreza.
Cita um estudo da FGV mostrando que a maioria dos rapazes que cometiam crimes, especialmente menores de idade, não tinham a presença do pai.
O mecanismo explicativo
- A mãe solteira precisa trabalhar; o jovem fica sozinho sem referência de autoridade.
- Sem figura masculina, o jovem não tem espelho e é vulnerável à influência do crime como fonte de status.
- Estudos similares nos EUA mostram que filhos de mães solteiras têm desempenho inferior nas escolas.
- Gravidez na adolescência e mães solteiras se concentram nas regiões mais pobres — favelas e cidades do interior —, perpetuando o ciclo.
A proposta: “meteu, cuidou”
“Você é pai da criança, mesmo não sendo planejada, mesmo não gostando da mãe, vai ter que dar assistência para a criança e será responsabilizado caso ela venha a cometer crimes.”
Além de pagar pensão, o pai teria que fazer acompanhamento ativo dos filhos. A proposta também descarta o argumento do “golpe da barriga” como predominante: para Renan, na maior parte dos casos das varas de família o que existe é homem que não paga pensão e não quer se fazer presente.