Que Brasil vou pegar ano que vem
Trecho de entrevista em que Renan detalha o diagnóstico do país que espera receber e as primeiras medidas que tomaria ao assumir.
O diagnóstico
“Eu vou pegar um Brasil absolutamente destruído, desmoralizado. Economia em frangalhos, Banco Central desmoralizado, COAF desmoralizado, CVM desmoralizado. Um país com os estados devendo, boa parte das cidades tomadas pelo Comando Vermelho no Nordeste. Ou seja, eu tô pegando um Brasil que é um não país.”
Primeiras medidas
Renan descreve a sequência de ações para o primeiro dia:
- Reforma fiscal — sua PEC de transição resolve a questão fiscal imediatamente.
- Estado de defesa no dia 5 (data de posse) — o governo federal junto com as Forças Armadas e as polícias terão condições especiais para enfrentar o crime organizado. Nesse regime, a polícia e o Exército poderão entrar nas casas onde criminosos se escondem.
- Eliminação das lideranças do crime organizado em até 6 meses.
- Nova legislação penal — mudanças no Código Penal e na Lei de Execuções Penais para acabar com saidinha e progressão penal que solta bandidos rapidamente.
Sobre governar sem maioria
Quando questionado sobre como governaria sem maioria no Congresso, Renan responde com a analogia argentina:
“Se eu ganhei a eleição para presidente com esse discurso, significa que as pessoas entenderam que o Brasil está numa situação muito delicada. Foi igual o Milei na Argentina — ganhou sem ter maioria, mas o povo votou sabendo que precisava de um remédio amargo. Eu sou a quimioterapia.”
Argumenta que, eleito com essa agenda, o STF e o Congresso saberão que é a agenda que o povo elegeu — e que não pedirá nada além disso.