Acho que descobri a cidade mais bizarra do Brasil e ela fica no Maranhão
Canal: Renan Santos | Data: 10 de março de 2026 | Assistir no YouTube
Resumo
Renan expõe o caso de Presidente Vargas (MA), cidade de 10.000 habitantes emancipada nos anos 1960 quando mal tinha 3.000 pessoas. O nome “Presidente Vargas” foi escolhido por uma família de coronéis locais porque, à época, era o nome mais popular do Brasil — uma estratégia para obter aprovação sem resistência.
Desde a emancipação, dois ramos da mesma família de coronéis se alternam no poder. O único prefeito de fora da família “morreu” — e o principal suspeito é um membro desta. A prefeita atual é filha do provável assassino.
Dados da gestão:
- 70% do PIB municipal vem da própria prefeitura
- 0% de esgoto tratado
- Apenas 24% de água encanada
- 113 casos de corrupção registrados
- 21 escolas fantasmas (servem para desviar verba do FUNDEB)
- 52% da população sem diploma
A secretária de educação é prima da prefeita. O esquema das escolas fantasmas financia professores fictícios, cujos salários são distribuídos dentro da família. “Se está faltando merenda numa escola em São Paulo, se teu filho em Minas come bolacha com suco Tang, lembre-se que tem uma prefeita malanda no Maranhão usando o teu dinheiro.”
Proposta: Extinguir o município de Presidente Vargas, fundindo-o com outros num macromunicípio com indicadores claros de desempenho. O prefeito que não cumprir os indicadores perde os direitos políticos — sem direito a reeleição, sem nepotismo.
Temas e posições
- Corrupção Municipal — Presidente Vargas (MA); escolas fantasmas; FUNDEB desviado; família de coronéis
- Fusão de Municípios — extinção de Presidente Vargas como caso exemplar