Qual minha avaliação do terceiro mandato do Lula
Em resposta a uma pergunta de rua, Renan dá sua avaliação sintética do terceiro governo Lula e da trajetória da esquerda latino-americana.
Resumo
Renan descreve o terceiro governo Lula como um “não governo”:
- Lula foi à eleição sem propor um plano de governo real: “picanha, cerveja, contra o fascismo, pela democracia.”
- Chamou Alckmin sem anunciar o ministro da Fazenda ou uma agenda econômica clara.
- Contou com apoio da Faria Lima e dos grandes bancos mesmo assim.
- Ao assumir, instituiu o “arco-íris fiscal” e logo começou a aumentar impostos.
Renan relata que percorreu o interior de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte — regiões petistas do sertão — e perguntou às pessoas o que o governo Lula significou para elas:
“Eles não sabiam dizer. Foi um não governo de uma esquerda que acabou.”
Sua tese: a esquerda latino-americana da matriz “anti-americana” está velha e não sabe mais o que propor. Governos dessa linhagem fazem mal. A estratégia de Lula agora é pura distribuição direta (“pé de meia, vale-gás, energia elétrica”) sem agenda de médio prazo.
Aposta que nem isso será suficiente para Lula vencer, porque os jovens que querem emprego, renda e segurança (não querem ser “controlados pelo Comando Vermelho”) não se contentarão com mais uma rodada de Bolsa Família.
Conclui que o petismo, como grande parte da esquerda na América Latina, “se esgotou — tem fadiga de material.”
Temas
Pessoas mencionadas
- Lula — avaliado como “não governo”
- Alckmin — vice de Lula; mencionado como “frente ampla”
- Haddad — ministro da Fazenda; mencionado como possível substituto de Lula
