Fernando Haddad

Quem é: Ministro da Fazenda do governo Lula (2023–). Para Renan Santos, é o executor da política tributária petista que onera trabalhadores e microempreendedores enquanto protege grandes lobbies — e um possível substituto de Lula na candidatura presidencial de 2026.

O “inimigo de quem trabalha”: a política tributária

Renan usa Haddad como personificação do que chama de “PT contra quem trabalha.” Os episódios mais citados:

Taxação de mais de 1.200 produtos importados (fevereiro de 2026): Haddad anunciou alta de 25% nas tarifas de importação de mais de mil itens, incluindo celulares (instrumento de trabalho para entregadores e autônomos), bens de capital (máquinas que aumentam produtividade) e até reatores nucleares. No mesmo período, o governo ampliou a folha pública em mais de R$ 4 bilhões. Para Renan, a lógica é clara: taxar quem produz para manter votos.

“Ao invés do governo montar uma agenda de competitividade, nós ficamos culpando o mundo e taxando os produtos que vêm de fora.”

Taxação de CPU e GPU: A duplicação das alíquotas sobre processadores e placas de vídeo inviabilizou, segundo Renan, investimentos em inteligência artificial e data centers no Brasil. Contraponto citado: a Argentina de Milei atraiu US$ 25 bilhões do projeto Stargate (OpenAI) com política oposta. Um projeto de data center em Fortaleza (ligado ao TikTok), que geraria bilhões e empregos no Nordeste, teria sido comprometido.

“Na primeira semana do meu governo eu vou meter um revogaço e derrubar esse tipo de taxação absolutamente estúpida. Tá faltando dinheiro pro governo, corta gasto.”

Ver 2026-02-27 - EU VOU REVOGAR TODAS AS TAXAÇÕES DO HADDAD e 2026-02-24 - GOVERNO LULA TAXA MAIS DE 1,2 MIL PRODUTOS IMPORTADOS.

A sabotagem do MEI e do IPVA

Correção do limite do MEI: Haddad mobilizou sua base para barrar a atualização do teto do MEI pela inflação. Renan aponta a contradição: a isenção total do MEI representa apenas 1,61% do total de isenções fiscais do Brasil — enquanto as demais isenções beneficiam grandes empresas, a Zona Franca de Manaus e manobras contábeis corporativas. Em 2024, 570 mil microempreendedores foram desenquadrados por ultrapassar o limite desatualizado.

“O Partido dos Trabalhadores é inimigo de quem trabalha.”

IPVA de 1%: Haddad mobilizou parlamentares para retirar assinaturas e impedir a votação do projeto de Kim Kataguiri que reduziria o IPVA a 1% do valor do veículo. A explicação de Renan para a oposição:

“O Haddad e esse governo pensam: se você tem automóvel, as chances de você ser um cidadão ativo que trabalha e produz são grandes. Esse é o tipo de gente que não vota no PT.”

Ver 2026-03-17 - NOTICIA IMPORTANTE SOBRE O MEI! e 2026-03-04 - HADDAD QUER SABOTAR O PROJETO DE 1% DE IPVA DO KIM KATAGUIRI.

”Haddad aquecendo” — possível substituto de Lula

Renan introduz Haddad como plano B do PT para 2026 em caso de alta rejeição de Lula:

“Se a rejeição aumentar demais, Lula simplesmente não será candidato — Haddad já está ‘aquecendo’ como substituto.”

Em abril de 2026, com Lula em seu pior momento histórico após o racha com o centrão, Renan afirmou que “nunca foram tão grandes as chances do Lula sequer ser candidato” — apontando Haddad e Camilo Santana como possíveis substitutos. O cenário é usado por Renan para argumentar que o campo do PT não está limitado ao nome de Lula.

Ver 2026-03-16 - VORCARO DELATOU O LULA e 2026-04-29 - Esse é o começo do fim do Lula!.

O paralelo com 2018

Em dezembro de 2025, ao analisar por que Flávio Bolsonaro emergiu como candidato da direita, Renan fez a comparação com o PT de 2018: assim como o PT recusou apoiar Ciro Gomes (que teria menos rejeição) e lançou Haddad para “manter o partido dono do próprio campo”, Flávio entrou no lugar de Tarcísio para manter a família no controle da direita.

“Em político não existe muito essa conversa de espaço vago. Todo mundo quer manter a liderança no próprio campo.”

Ver 2025-12-06 - Flávio Bolsonaro rachou a direita.

Pessoas e eventos relacionados

Fontes