Eu vim pro Rio de Janeiro e passei por 4 países diferentes

Short-reportagem gravado no Rio. Renan usa um mapa para descrever a cidade como um arquipélago de “subestados” controlados por diferentes facções criminosas: “Comando Vermelho, TCP, governo do estado, milícias e os grupos específicos da milícia”. Cada um “tem seu próprio território, sua própria lei, bandeiras, cores, músicas e até estilo de vida”.

O roteiro do dia

  • Jacarepaguá — “bairro controlado pelas milícias”.
  • Rocinha — “a maior favela do Rio, controlada pelo Comando Vermelho”.
  • Morro da Babilônia (Leme) — “favela controlada pelo TCP, inimigo do Comando Vermelho”.
  • Centro da cidade — “área controlada pelos políticos do Centrão, que eles próprios são uma facção aqui no Rio de Janeiro”.
  • Favela Tavares Bastos — “a mais ‘figura’ de todas, controlada pelo BOPE”.

Tavares Bastos como modelo

O batalhão do BOPE fica ao lado da favela Tavares Bastos, estabelecendo “uma aura de segurança”. Consequências, segundo ele:

  • Não há casos de homicídio.
  • Não há casos de venda de droga nem de bicas ali.
  • As pessoas “gostam da autoridade policial”.
  • O lugar se tornou “apenas um bairro pobre, mais calmo”.

A pergunta política

“E se o BOPE invadisse esses outros países e os tornasse parecidos com Tavares Bastos em vez de Rocinha?”

Sustenta que isso permitiria recuperar as favelas: o Estado poderia vir com “política muito sólida de investimentos fundiários” para que elas “deixassem de ser favelas, se tornassem bairros, fossem seguras e gerassem vida melhor para todo mundo”. Afirma: “cerca de 80% da população da favela apoia medidas como essa”.

Quem resiste, segundo ele

Os opositores seriam os “líderes desses mini países” — CV, TCP, milicianos — “e também os políticos que estão na Alerj”. Nominalmente, cita como figuras políticas do Rio com amizades entre milicianos e traficantes:

  • Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
  • Eduardo Paes, prefeito do Rio.
  • Cita TH Joias como exemplo de “gente do pior tipo” com quem haveria proximidade.

Conclui: “não há vontade política em resolver esse tema. Vontade política quem tem somos nós”.

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