O Flávio Bolsonaro votou pra cair na armadilha. E sabia disso

Short ancorado em um trecho de entrevista em que Flávio Bolsonaro, confrontado sobre seu voto a favor do “PL da misoginia”, responde: “todo mundo sabe que estamos em ano eleitoral e essa era uma grande armadilha do PT. Qual a dificuldade de entender isso, cara?” Flávio também diz no trecho que o projeto é “ruim”, que “vai gerar censura” e que “quem é de direita não pode ser a favor de instrumentos que o governo use para censurar”.

Renan reage dizendo que “não acredita que tenha gente que ouse falar em votar nesse sujeito”.

A contradição que Renan denuncia

Renan sintetiza o raciocínio de Flávio como uma incoerência lógica:

“Ou seja, o projeto é ruim, ele vota a favor do projeto que é ruim, depois ele afirma que o projeto vai gerar censura e que discorda do projeto que ele mesmo votou. Nada disso faz sentido.”

Reformula o argumento real que atribui a Flávio: a esquerda “teria uma estratégia” em ano eleitoral, e “é mais importante correr o risco de ser censurado do que ter dano eleitoral”. Pergunta: “O que o Brasil ganha com essa estratégia?”

O “padrão Flávio”

Renan apresenta o voto como parte de uma série, não um episódio isolado. Enumera votos de Flávio e do seu grupo (PL) alinhados com a esquerda:

  • Voto para acabar com a CPI da Lava Toga.
  • Apoio à PEC da Blindagem.
  • Voto a favor de Zanin e Dino no STF.
  • Recusa de “arrumar briga com o STF” — com citação em vídeo: “A quem interessa instabilidade política nesse momento? Seria muito ruim uma CPI como essa, é só por isso que eu não assinei”.

Identifica o padrão: “ele vota de acordo com o inimigo, mas depois denuncia o inimigo” e promete “ir para Brasília ser presidente para enfrentar esses caras”.

”Estelionato eleitoral”

Renan contrapõe:

“Posições políticas não são atos de marketing, são atos de convicção.”

Afirma que Flávio “tem medo de mostrar as propostas” porque “tem medo de perder voto com elas”, e classifica isso como “estelionato eleitoral”. Usa sua própria postura como contraste: “eu falo todas as minhas propostas como pré-candidato, mesmo sabendo que elas vão desagradar muita gente. Porque, se a pessoa votar em mim, ela sabe exatamente no que está votando”.

Detalhe de bastidor

No final do vídeo, observa que está de óculos escuros porque está “com um terçol”. Este é o mesmo dia em que no vídeo “Lula está em pânico” ele não aparece de óculos — marcação temporal interna do batch.

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