PREVISÃO SOBRE O STF
Short em que Renan constrói um diagnóstico articulado sobre o Supremo Tribunal Federal, apresentando-o como principal agente de sabotagem institucional do Brasil. Pede explicitamente: “você precisa nos ajudar a destruir este STF”.
O caso Barroso e o aborto
Renan afirma que, após a vitória do Bolsonaro em 2018 (referência ao contexto histórico), o ministro Barroso declarou à imprensa que, mesmo com Congresso conservador, temas como aborto seriam decididos pelo próprio Supremo, independentemente da vontade do Legislativo. Renan critica o ministro por sustentar, segundo ele, que “matar fetos é um direito fundamental” — e, mais grave, por assumir que o STF tem autoridade para decidir o tema sem freios e contrapesos. “Não existe freio e contrapeso aqui para mim”, resume, ironizando o ministro.
Drogas, prisão em 2ª instância e soltura de 170 mil
Encadeia outros exemplos da mesma lógica de protagonismo do STF:
- Legalização das drogas: o Supremo já estaria com 3 votos a zero para decidir a questão — e o problema, para Renan, não é o mérito, e sim “quem deu poder para eles fazerem isso? Isso é atribuição do Legislativo”.
- Marco Aurélio teria decidido, “num passe de mágica”, libertar 170 mil criminosos no fim do ano.
- Prisão em segunda instância: a decisão viria no primeiro semestre e, segundo Renan, o STF tem maioria para acabar com ela, o que libertaria não só Lula, mas também Cunha, Cabral, “todos os presos da Lava Jato” e “milhares de traficantes, ladrões de banco, assaltantes e estupradores”.
”Quarta instância” e uso da constitucionalidade
Renan acusa o STF de se posicionar como “quarta instância de deliberação”: leis aprovadas na Câmara, no Senado e sancionadas pelo presidente acabam, segundo ele, levadas ao Supremo sob pretexto de controle de constitucionalidade — normalmente via ações do PSOL — e decididas lá. Caracteriza isso como mecanismo central de mando sobre o país.
”Guardião do patrimonialismo”
A síntese que ele oferece é a de que o STF se tornou “o guardião supremo do patrimonialismo brasileiro” — defensor dos “privilégios do Ministério Público, do Judiciário, do funcionalismo”. Cita como exemplo o episódio “Joesley” no governo Temer, que ele interpreta como um jogo para acabar com a reforma da Previdência. Soma a isso a “agenda da esquerda” levada adiante por ministros indicados nos governos Dilma e Lula.
Conclui: o STF é guardião das “duas visões de mundo que destroem o Brasil — a esquerdista e a patrimonialista”. E a “grande sabotagem do próximo ano” será a do Supremo. “Eles têm que ser derrotados, expostos, envergonhados”.
