O agro brasileiro pode quebrar nos próximos meses

Renan alerta que o agronegócio brasileiro pode entrar em crise severa de insumos nos meses seguintes. A tese tem dois vetores:

Vetor externo — conflitos geopolíticos. O conflito com a Rússia já teria comprometido parte do fornecimento internacional de fertilizantes; o agravamento da situação no Irã e no Oriente Médio fecha ainda mais o gargalo, porque Rússia, Irã, Oriente Médio e China concentram a produção mundial dos insumos e dos próprios fertilizantes acabados. Como o Brasil depende de importação, a previsão que cita é de aumento nos preços de fosfato e potássio e de meses “críticos” para a produção agrícola.

Vetor interno — sabotagem regulatória. Renan repete sua tese central sobre ONGs internacionais ambientais: o país tem reservas suficientes de fosfato e potássio no Ceará e na Amazônia, mas o licenciamento ambiental e ações judiciais puxadas por ONGs inviabilizam a exploração. Nomeia novamente Marina Silva e cita o Greenpeace como parte desse bloqueio.

A proposta é tratar a produção nacional de fertilizantes como questão de segurança alimentar e nacional, o que permitiria:

  • Acelerar o licenciamento ambiental para a exploração.
  • Montar uma PPP envolvendo o Estado e a iniciativa privada.
  • Qualificar como “terrorismo e sabotagem” a atuação de ONGs e agentes que impeçam a produção.
  • Expulsar as ONGs estrangeiras atuantes contra o agro brasileiro — o mesmo que propõe no caso Ferrogrão.

Temas

Posições defendidas

Pessoas mencionadas

  • Marina Silva — citada como responsável por “bloquear a produção de fertilizantes no Brasil”.

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