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Renan denuncia o caso do DJ Alock no Piauí como exemplo de como o judiciário estadual funciona como aliado da classe política na manutenção do esquema de shows com dinheiro público.

O caso

A Justiça do Piauí cancelou um show do DJ Alock que custaria R$ 1,8 milhão aos cofres públicos. O juiz argumentou que um estado com indicadores ruins em saneamento, saúde e educação não pode gastar nesse nível com entretenimento.

Ao recorrer, a decisão chegou a um desembargador — que reverteu a suspensão. Renan sugere com ironia que desembargadores de estados como Piauí, Amapá e Maranhão tendem a preservar interesses da classe política local, que os nomeou.

O perfil do DJ Alock

Renan descreve o DJ como “um cara moderno que vive da coisa mais arcaica”: shows públicos. Destaca que o artista “é amicíssimo” de:

  • Efraim Filho (Rueda do União Brasil)
  • Ciro Nogueira (PP)

Ou seja, tem conexões políticas para arrumar esses contratos.

A mecânica do esquema

Três atores identificados:

  1. O artista — vive de shows públicos, usa relações políticas para garantir contratos.
  2. O estado — usa shows em ano eleitoral como ferramenta de reeleição, dando patrocínio governamental.
  3. O dinheiro — sai do Brasil inteiro via transferências federais, mas em vez de melhorar a vida local vai para “compra de consciências e política de pão e circo”.

“Nós não podemos ser o país da cigarra, nós temos que ser o país da formiga. Primeiro o trabalho e depois a festa.”

A promessa

Renan reitera: se eleito presidente, vai passar a lei de responsabilidade gerencial, acabando com shows em municípios que não tenham entregado estradas asfaltadas, esgoto tratado, água tratada, segurança resolvida e educação aplicada.

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