Sim, o que deu certo em El Salvador vai funcionar aqui
Renan defende a aplicabilidade do modelo salvadorenho de combate ao crime ao Brasil, mesmo sendo países de tamanhos incomparáveis.
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Renan rejeita o argumento de que El Salvador é pequeno demais para servir de referência. Cita também a China — país gigantesco — como exemplo de nação que aplica “leis penais quase tão duras quanto El Salvador” e obtém resultados. O ponto central: a questão não é tamanho, é a decisão de tentar.
Aponta que o Brasil aceitou como normais situações que não deveriam ser: esconder o celular na rua, mulheres com medo de descer do ônibus, favelas como parte da identidade nacional. Chama tudo isso de “loucura aceita”.
A chave do sucesso de Bukele, para Renan:
- Mudou a imaginação das pessoas — recusou aceitar que o crime organizado faz parte da paisagem.
- Tratou facções criminosas como organismos anômalos, como terroristas.
- Criou o CECOT (superpresídio) e destruiu as facções.
Para o Brasil, Renan propõe a mesma lógica:
- Acabar com o crime organizado com medidas duras, capacidade bélica das polícias, COAF e PF.
- Desfavelização: investimento estatal para eliminar as favelas, que são o espaço onde o crime domina 50 milhões de pessoas.
- Cooperação com governadores: se cooperarem, a operação é conjunta; se recusarem (cita o Ceará como exemplo provável de recusa), decreta-se estado de defesa no estado, o governador é afastado e o crime é destruído assim mesmo.
“Meu recado é para todos os estados. Na Bahia, no Ceará, as pessoas reclamam. Polícia também reclama. O governador não faz nada. Eu vou fazer.”
Menciona Oruam como exemplo da cultura de normalização do crime que precisa ser revertida antes de qualquer operação.
Temas e posições relacionados
Pessoas mencionadas
- Oruam — citado como exemplo da cultura de normalização do crime organizado