Conscientizar ou punir
Vídeo em formato de entrevista ou debate. Renan Santos responde à pergunta sobre como enfrentar a violência contra a mulher: conscientização ou punição?
A posição de Renan
Renan concorda que agravantes na pena são necessários para o feminicídio e a violência doméstica — o homem que bate ou mata a companheira traiu uma relação de confiança e merece pena mais severa. Mas aponta que o problema raiz é mais amplo: hoje nem o agressor doméstico nem o assaltante armado ficam de fato presos no Brasil.
Quando perguntado se a conscientização seria suficiente para acabar com a violência, Renan responde negativamente: “O que que para é óbvio, o que que para uma pessoa violenta é a força maior.”
Crítica ao PL da Misoginia
Renan critica projetos como o PL da Misoginia, que ele descreve como conscientização de fachada que na prática diminui a liberdade de expressão e cria relações de baixa confiança entre homens e mulheres. Cita pesquisa segundo a qual homens millennials têm medo de entrar em relacionamentos por medo de falsas acusações. Quanto mais regras, menor a confiança interpessoal.
A solução em dois pilares
- Punição desproporcional para quem quebra a confiança social (violência doméstica, assalto à mão armada): penas muito altas.
- Foco nos problemas reais das mulheres: assaltos à mão armada e roubo de celular nas periferias afetam mulheres de forma intensa. Segurança pública é prioridade.
Ausência paterna como fator estrutural
Renan aponta a ausência paterna como um dos maiores problemas do Brasil que afetam indiretamente as mulheres — especialmente as mais humildes. Meninos sem pai têm piores notas e maior probabilidade de cair no crime, o que perpetua o ciclo de violência.
“Esse é um dos maiores problemas brasileiros. As pessoas têm vergonha de falar dele.”
Temas
Posições defendidas
- Punições muito pesadas para violência doméstica e assalto à mão armada
- Rejeição ao PL da Misoginia como solução
Fonte
URL: https://www.youtube.com/watch?v=zYKCmFo2_xU Data: 2026-05-18
