Nós fomos aprisionados
Em 7 de setembro de 2026, em discurso de campanha, Renan Santos afirma que os brasileiros “foram aprisionados” e precisam de uma “nova independência” — “botar abaixo um regime político que torna a gente dependente de ladrões que controlam a grana, o tempo de TV e a forma de fazer política”. Ele identifica esses “ladrões” em três campos: “os ladrões do centrão”, “os ladrões da esquerda” e “os ladrões da direita”.
Renan apresenta dois cenários possíveis para a eleição de 2026: se Lula for reeleito, ele colocaria mais quatro ministros no STF; se Flávio Bolsonaro vencer, o Brasil teria “o governo dos corruptos” — “uma oligarquia de corruptos do centrão” que faria nomeações para o STF para salvar todos eles dos mesmos escândalos de corrupção. Para Renan, em ambos os casos “o seu país está destruído”, “não haverá reforma” e o futuro dos eleitores “será rifado”.
O discurso também critica o que Renan vê como ausência de debate sobre Segurança Pública: Lula e Flávio “não falam sobre segurança pública” e “aceitam que você continue sendo roubado, aceitam que você tenha medo de andar na rua” — e, “em grande medida, seus eleitores hoje também aceitam isso”. Renan diz ter feito uma campanha sobre o tema “da maneira mais enfática e clara possível”, “com todos os números e dados”, mas que a nação, “presa nesse torpor”, parece não querer mudar.
Renan conclui que “a falta de ambição e dignidade de parte do Brasil está cobrando um preço sobre todos nós” — se os eleitores de Lula e Flávio se tornarem maioria, o cidadão “não vai poder nem consumir mais, nem comprar um carro, uma casa, nem ter um celular do modelo que deseja” — e convoca: “nós temos que nos rebelar contra todos eles”.
Temas abordados
- Crítica à Direita Tradicional — os dois cenários (Lula ou Flávio) e a “nova independência”
- STF e Ativismo Judicial — nomeações ao STF para blindar os envolvidos em escândalos
- Segurança Pública — ausência do tema na campanha de Lula e Flávio
Posições defendidas
- Necessidade de uma “nova independência” em relação ao regime político dominado pelo centrão, pela esquerda e pela direita (sem proposta específica nova)
