Minha opinião sobre os feminicídios
Em 11 de setembro de 2026, em trecho de entrevista, Renan Santos responde a uma pergunta sobre a lei do feminicídio. Ele começa afirmando que é “o defensor de aumento de pena para todo tipo de crime violento” — posicionando o feminicídio dentro da pauta mais ampla de endurecimento penal, e não como recorte isolado.
A partir daí, Renan desloca o enquadramento para dados e comparações. Diz que “quem morre mais no Brasil são homens negros” e que as vítimas de feminicídio são majoritariamente “67% mulheres pardas ou negras”. Afirma que, do total de cerca de 100 pessoas que morrem diariamente no país, o “feminicídio é 4%” — “quatro dessas 100 pessoas” —, enquanto outras “12 pessoas que morrem nesse mesmo dia das 100 são crianças”. Ele critica o que vê como seletividade do debate: “Ninguém me pergunta dessas pessoas.”
A tese central é a da recusa de recorte: Renan diz que, como presidente, “tenho que diminuir todos os tipos de violência”, seja “violência contra negro, mulher, criança”. Afirma: “quando eu abordo esse assunto, o que eu não vou fazer é escolher só um recorte.” Na sua formulação, a eleição não deve tratar apenas da violência contra a mulher: “essa eleição é só para falar sobre violência contra a mulher que existe, que tem que ser combatida, mas que não é toda a violência que existe” — e conclui, em tom polêmico, que “a minoria escolhida não foi vocês para essa eleição”. Ele reafirma que falará do feminicídio, “só que eu vou falar de todo tipo de morte de brasileiro, todo tipo de violência”.
Renan encerra com o dado de que são “250.000 casos de violência contra a mulher reportados por ano”, reforçando que “é muito pouco o reporte”: estimativas indicam número muito maior, porque “mulheres nos interiores têm medo de reportar e as meninas nas favelas não reportam por medo de retaliação”. A conclusão é que as políticas universais de seu programa, quando implementadas, “vão aumentar a notificação” — e “aumentando a notificação, você aumenta o combate”. O conteúdo reitera, com novas estatísticas, posições já registradas em setembro de 2026 (ver 2026-09-05 - Isso é muito grave e muito pesado!).
Temas abordados
- Pautas Identitárias e de Gênero — feminicídio como subconjunto da violência; recusa do “recorte”
- Aumento de Penas e Crimes Imprescritíveis — aumento de pena “para todo tipo de crime violento”
- Propostas Universais e Recusa de Políticas Segmentadas — “eleger só um recorte” e a defesa das políticas universais
- Segurança Pública — subnotificação da violência contra a mulher
Posições defendidas
- Aumento de penas para todo crime violento, incluindo o feminicídio
- Políticas universais em vez de recortes identitários; aumento da notificação como forma de ampliar o combate
Pessoas mencionadas
- Nenhuma pessoa é mencionada pelo nome no trecho.
