Minhas proposta sobre Terras raras
Em 12 de setembro de 2026, Renan Santos apresenta em vídeo sua proposta para o uso das terras raras brasileiras. Ele abre dizendo que “no Brasil e no mundo só se fala em terras raras”, mas que “muita gente dá pitaco” e pouca gente “tem ideia de como utilizar esse ativo estratégico para desenvolver seu próprio país”.
Renan explica o que são as terras raras: “ao contrário do que diz o nome, não são materiais secretos, impossíveis de se encontrar” — são “muito abundantes no globo terrestre”. O que é difícil é a extração, e a concentração é muito dispersa. Com elas se produzem equipamentos que “vão desde o seu celular até aviões de guerra”, além de componentes óticos usados em equipamentos cirúrgicos e em “miras especiais de drone bomba”. Como comparação de escala, cita que um caça F-35, “a principal arma de combate norte-americana”, usa meia tonelada desse material.
O diagnóstico geopolítico apresentado: a China tem as maiores reservas do mundo e “mais de 90% do processamento desse material”, o que torna os Estados Unidos “totalmente dependentes do fornecimento chinês para sequer se defender de uma guerra contra a China”. Para Renan, “esse problema americano se torna uma solução para nós brasileiros”, que detemos “a segunda maior reserva do mundo, com 20% das terras raras disponíveis” — e é por isso que “Donald Trump está desesperado em negociar com o próximo presidente brasileiro”.
A proposta central é não repetir o padrão histórico de exportar matéria-prima: “nós não vamos tratar terra rara como pau-brasil”. Renan defende reformas de competitividade que façam “produzir aqui ser mais fácil e competitivo” e, com isso, extrair, processar e obter transferência tecnológica “não só dos Estados Unidos, mas de outras nações para empresas brasileiras”. A contrapartida exigida das nações desenvolvidas é que construam no território brasileiro o parque industrial ligado às terras raras — “ímãs, baterias, equipamentos militares e depois inclusive carros elétricos feitos no Brasil”.
Renan lista os parceiros possíveis além dos EUA, apresentando o Brasil como ponto de uma “cadeia industrial global” que pode “ser criada no Brasil para concorrer com a China”: o Japão, que “precisa muitas terras raras”; Taiwan, que “detém poderosa tecnologia em semicondutores”; a Índia e a Europa. Ele afirma que o Brasil pode usar as terras raras “como um atalho histórico para recuperar o tempo perdido após décadas de PT”.
O vídeo encerra com uma crítica à política externa do governo. Renan diz que é preciso “ter um discurso soberanista de verdade e não esse papo de cachorro caramelo ou do Lula lambendo o chão da China”, e avalia que “a China não ficará muito feliz em ver o Brasil, atual vassalo, se tornando pivô de uma nova reorientação global, industrial, baseada nessas terras raras”. A conclusão é que “a riqueza vem junto com o poder”: o projeto fomentaria “uma indústria bélica de ponta no nosso país, permitindo que nesse mundo em crise o Brasil se torne uma potência”.
Temas abordados
- Ambição Nacional e Soberania Tecnológica — terras raras como atalho para o desenvolvimento industrial e tecnológico
- Política Externa e Geopolítica — negociação com EUA, Japão, Taiwan, Índia e Europa; crítica à dependência da China
- Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras — recusa de exportar matéria-prima (“terra rara como pau-brasil”)
Posições defendidas
- Terras Raras e Transferência Tecnológica — extrair e processar no Brasil, com transferência de tecnologia e construção da cadeia industrial (ímãs, baterias, equipamentos militares, carros elétricos) em território nacional
- Exigência de contrapartida das nações desenvolvidas: instalar o parque industrial de terras raras no Brasil como condição de acesso ao minério
- Diversificação de parceiros (EUA, Japão, Taiwan, Índia, Europa) em vez de submissão a um único bloco
Pessoas mencionadas
- Donald Trump — citado como “desesperado em negociar com o próximo presidente brasileiro” pelo acesso às terras raras
- Lula — criticado por “lamb[er] o chão da China”, em oposição a um “discurso soberanista de verdade”
