Tarcísio de Freitas

Governador de São Paulo, ex-ministro de Infraestrutura no governo Bolsonaro, considerado por parte da direita como pré-candidato à presidência. Renan Santos o enquadra como “candidatura do sistema”: produto dos Bolsonaros, financiado pelos mesmos operadores que Lula, sem programa de governo definido.

Nota: esta página reúne apenas afirmações feitas por Renan Santos em seus vídeos.

A origem: “inventado pelos Bolsonaros”

Renan argumenta que Tarcísio foi construído como personagem pela família Bolsonaro: erguido como “suposto superministro de um governo que não entregava muita coisa” e depois colocado como governador de São Paulo. Como governador é “OK, como todos os outros”, mas tenta fingir que não tinha laços com o governo PT de Dilma Rousseff e com Valdemar da Costa Neto.

Silêncio enquanto Bolsonaro destruía instituições

Enquanto Jair Bolsonaro minava a Lava-Jato, a democracia e entregava escândalos (ouro no MEC, pandemia), Tarcísio se limitava a “dizer que estava entregando uma ponte.” Nunca se posicionou sobre nenhum dos episódios.

“Enquanto o Jair destruía a Lava-Jato, ele falava que tava entregando uma ponte. Enquanto havia escândalo com barra de ouro no MEC, ele dizia que tava entregando uma ponte.”

Ligações com o Banco Master

Renan apresenta três conexões entre Tarcísio e o Banco Master:

  1. Churrasco com Vorcaro e Campos Neto: Tarcísio participou de churrasco com Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), Roberto Campos Neto e Ciro Nogueira, organizado por Ciro Nogueira.
  2. Doação de Fabiano Zettel: Logo após o churrasco, Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro, pastor da Lagoinha, pivô do esquema de corrupção) fez doação de R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio para governador de São Paulo — “sua principal doação de pessoa física.”
  3. Roberto Campos Neto como futuro ministro da Fazenda: Tarcísio anunciou querer Campos Neto como ministro. Renan argumenta que Campos Neto “ignorou mais de 38 chamadas que o mercado financeiro colocou contra o golpe do Banco Master” — tornando-o “parte do esquema."

"Candidatura do sistema”

Para Renan, Tarcísio não é uma novidade — é o candidato colocado pelas elites e pelo Centrão para manter o sistema intacto: “A única base de apoio que você tem é gente rica com grana, fazendo preço no mercado, tentando tomar o espaço dos bolsonaristas.”

Renan cita que a candidatura é articulada por Ciro Nogueira e Antônio de Rueda (Faria Lima) — “os mesmos corruptos de sempre.” Prevê que Lula usará a Polícia Federal e seus contatos no judiciário para expor os vínculos de Tarcísio no momento oportuno.

PCC mais forte sob seu governo

Renan questiona a narrativa de Tarcísio como “governador que combate o crime”: “O PCC tá mais forte do que nunca aqui [em SP]. Eu não tô vendo o enfrentamento dele ao crime.”

Sem propostas de governo

Renan acusa Tarcísio de nunca ter declarado o que fará “do ponto de vista fiscal” se ganhar a eleição, nem o que fará “contra o crime organizado.” Vê nisso o padrão do “estelionato eleitoral.”

Fontes principais