Proposta para Caminhoneiros
Renan Santos apresenta sete medidas para resolver estruturalmente os problemas do setor de transporte rodoviário de cargas, como resposta à ameaça de greve dos caminhoneiros em março de 2026 (pressionados pelo aumento do preço do petróleo por guerras no Oriente Médio e Rússia).
As 7 medidas
1. Tabela dinâmica de preços de frete A tabela fixa nacional não acompanha variações de combustível e peças. Usar ferramentas tecnológicas para publicar uma tabela semanal atualizada que reflita os custos reais do setor.
2. Fechar a cadeia do diesel no Brasil O Brasil exporta petróleo bruto e importa diesel refinado, ficando refém do preço internacional. Reformar refinarias para produzir diesel domesticamente a partir do petróleo do pré-sal.
3. Ampliar o biodiesel Aumentar investimentos em refinarias de biodiesel de cana e milho — commodities produzidas fartamente pelo agro brasileiro. O biodiesel tem “centro de custo próprio”, desacoplado do preço do petróleo.
4. Corredor elétrico para caminhões Mapear rodovias federais e instalar postos de troca de bateria para caminhões elétricos. Redução de impostos de importação para esses veículos.
5. Atualizar o limite do MEI do caminhoneiro O teto atual é de R$ 251 mil, defasado desde 2014 — 12 anos sem correção. Renan propõe elevar para R$ 350 mil.
6. Penas mais duras para roubo de carga Roubo de carga encarece seguros e diminui a margem do caminhoneiro. Aumento de pena e agravante específico para uso de jammer (bloqueador de GPS) — que Renan equipara a sequestro —, com vedação à progressão de pena nessa hipótese.
7. Ferrovias e hidrovias Desbloquear três projetos travados:
- Hidrovia Paraná-Paraguai — travada por Marina Silva.
- Ferrogrão (Pará) — dependente do STF; ver Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras.
- Hidrovia Tocantins-Araguaína — bloqueada por “falta de vontade pública” e licenciamento ambiental.
Contexto
A greve de caminhoneiros de 2018 é referência tácita no vídeo — Renan não quer outro episódio de paralisação por falta de política estrutural. A proposta dialoga com Agronegócio e Matopiba, pois a produção do Matopiba depende do escoamento eficiente da carga.