Caso do Cão Orelha

O cão Orelha era um animal de rua que vivia em uma comunidade de Santa Catarina e havia se tornado um símbolo afetivo local. Em janeiro de 2026, jovens de famílias ricas da região o torturaram e assassinaram — possivelmente no contexto de um jogo de sadismo organizado na plataforma Discord, com transmissão ao vivo para centenas de espectadores. O caso gerou comoção nacional e foi amplamente explorado por Renan Santos como símbolo de impunidade sistêmica.

O que aconteceu

O assassinato do cão provavelmente fazia parte de um servidor no Discord que organizava ataques ao vivo contra animais, com audiências de 500 a 700 espectadores simultâneos. A juíza do caso interceptou os celulares dos jovens acusados e confirmou essa suspeita.

Os envolvidos eram filhos de famílias influentes em Santa Catarina. Parte deles viajou para os Estados Unidos após o crime, em aparente fuga.

A “operação abafa”

Segundo Renan, as famílias dos jovens montaram uma operação abafa: pressão sobre testemunhas, e suspeita de influência sobre o judiciário e a polícia local. Um dos indícios apontados: o delegado Ulisses, responsável pelo caso, aparece em foto conjunta com o advogado Alexandre Cali, que defende dois dos acusados.

Um jovem supostamente envolvido teria sido excluído do processo de forma pouco convincente, sem explicação pública.

Os primeiros vídeos: nomes e detalhes (janeiro de 2026)

Antes das ações jurídicas, Renan produziu dois vídeos descrevendo o caso em detalhes e nomeando as famílias envolvidas:

Três vítimas, não apenas uma

O cão Orelha não foi a única vítima dos jovens. Segundo relatos citados por Renan em 25 e 26 de janeiro, os mesmos rapazes foram responsáveis anteriormente pela tentativa de assassinato de dois outros cães: um foi jogado ao mar e salvo por terceiros; outro foi degolado e sobreviveu graças a um veterinário. A reincidência com três vítimas ao total foi um argumento central de Renan para exigir punição grave mesmo tratando-se de menores.

Os nomes das famílias

  • Evandro DKS Mus Bobaide — pai de um dos acusados e descrito por Renan como o principal articulador do acobertamento. Junto com a esposa fazia ameaças a pessoas que discutiam o tema. É dono de hotéis em Canas Vieiras e das Lojas Fen, além de outros empreendimentos em Florianópolis.
  • Igor Zampieri — um dos acusados, que já havia viajado para os Estados Unidos após o crime (“tirando fotinhas”). Renan acusa os pais de terem premiado a maldade custeando a viagem.
  • Roberta Zampieri — mãe de Igor, descrita como “lutando para proteger seu filhinho das reclamações justas das pessoas.”
  • Porteiro — funcionário que filmou o ocorrido recebeu advertência e pressão para não divulgar o crime.

Carta aberta aos pais (26 de janeiro)

Renan publicou uma carta aberta dirigida diretamente aos pais dos acusados, demarcando que não pedía linchamento — mas que, num país sério, os filhos deles estariam presos. Comprometeu-se: “Quando nós chegarmos lá, os crimes cometidos por gente como seus filhos vão os levar à cadeia e por muito tempo, mesmo sendo menores de idade. Isso não é uma promessa, isso é um compromisso de vida.”

As ações de Renan Santos

Renan tomou as seguintes medidas concretas como pré-candidato:

  1. Duas ações civis públicas: uma contra os jovens, outra contra os pais — responsabilizados por serem legalmente responsáveis pelos filhos menores e por acobertar ativamente o caso
  2. Representação para retirar a guarda dos pais e nomear um tutor rígido
  3. Ofício ao consulado americano pedindo que os jovens nos EUA sejam devolvidos ao Brasil
  4. Defesa da federalização do caso: retirar da justiça catarinense e entregar à PF, dado que o esquema do Discord teria membros em vários estados

Proposta legislativa derivada

Renan propôs equiparar a lei brasileira de maus-tratos a animais ao modelo americano (lei federal, penas severas + acompanhamento psicológico obrigatório para os condenados).

Dimensão simbólica

“Orelha, nesse sentido, é mais do que um cachorro. Ele é uma forma de unir os brasileiros na luta contra impunidade.”

Renan usa o caso para articular três temas recorrentes:

  • A impunidade que favorece os ricos (“o patrimonialismo de SC é igual ao do Maranhão”)
  • A necessidade de redução da maioridade penal
  • O problema de grupos criminosos organizados online que operam fora do radar da legislação atual

Fontes